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CCD do Rally da Escandinávia desclassifica ‘Chooligan Racing’ após ‘incidente’ com Comissária Técnica

CCD do Rally da Escandinávia desclassifica ‘Chooligan Racing’ após ‘incidente’ com Comissária Técnica

O Royal Rally of Scandinavia assistiu a um momento que, digamos, não estava no guião. O carro 18, da equipa Chooligan Racing (e sim, o nome agora parece menos uma coincidência e mais um manual de instruções), foi desclassificado depois de o piloto Róbert Kolčák ter decidido que uma inspeção de segurança pós-SS6 era o momento ideal para uma demonstração… muito pessoal. Os Comissários Desportivos, com a sua habitual paciência, tiveram de intervir.
O que aconteceu (e como não aconteceu)
Segundo o relatório oficial, o piloto, talvez saturado de tanta vistoria, terá questionado a comissária técnica se ela também queria verificar… os seus genitais. E, para que não restassem dúvidas sobre a sua generosidade (ou falta de bom senso), prosseguiu com um gesto que confirmava a oferta, tudo isto na presença não só da primeira comissária, mas também de uma segunda, que estava atarefada a verificar o equipamento do navegador Július Lapdavský.
Os comissários, que provavelmente já viram de tudo, enquadraram o episódio nos artigos 12.2.1.f e 12.2.1.l do Código Desportivo Internacional da FIA de 2026. Convenhamos, não é um daqueles artigos que se esperaria ver invocado por “excesso de entusiasmo”.
A audição: adrenalina ou desculpa esfarrapada?
Na audição, que decorreu às 20h38 de 23 de maio (imagino o ambiente), Kolčák confirmou os comentários e o comportamento. A sua defesa? “Adrenalina pós-especial” e “não sabia que a senhora era oficial do evento”.
E, como cereja no topo do bolo da desculpa, ainda alegou que a sua reação se devia à forma como a comissária tentava verificar o vestuário de segurança.
Os comissários, com a sabedoria que só anos de rali proporcionam, rejeitaram estes argumentos, provavelmente com um suspiro que dizia “já ouvi esta antes, mas nunca com esta… peculiaridade”.
A decisão: tolerância zero para “exibições” inesperadas
Os comissários foram claros: os oficiais têm o direito de trabalhar sem serem alvo de abuso, intimidação, assédio ou comportamento degradante. E consideraram a conduta particularmente grave por ter sido dirigida a uma mulher no exercício das suas funções.
Resultado? O carro 18 foi desclassificado do rali. Embora o regulamento mencione a possibilidade de recurso, é provável que a Chooligan Racing tenha agora uma nova meta: garantir que os seus pilotos entendem a diferença entre “inspeção técnica” e “espetáculo de variedades”.
FOTOS Instagram Chooligan Racing
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