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Eletricidade sobe 2,7% em outubro e comparação de tarifas pode poupar até 82 euros por ano

Eletricidade sobe 2,7% em outubro e comparação de tarifas pode poupar até 82 euros por ano

A tarifa regulada de eletricidade vai aumentar cerca de 2,7% a partir de outubro, com a subida do preço da energia em 0,005 euros por kWh. Para alguns perfis de consumo, a diferença face a ofertas do mercado livre pode representar uma poupança anual superior a 80 euros, segundo uma análise da Selectra.
A partir de 1 de outubro, a atualização anunciada pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) eleva de aproximadamente 0,1654 para 0,1704 euros por kWh a tarifa simples regulada para clientes domésticos em baixa tensão normal (BTN) até 20,7 kVA. Para a maioria dos consumidores abrangidos, a alteração deverá traduzir-se numa subida média de cerca de 2,7% na fatura mensal.
A subida não se aplica automaticamente aos clientes do mercado livre, onde cada comercializador define os seus próprios preços, condições e estratégia de aprovisionamento.
A Selectra comparou o novo preço regulado com uma referência de 0,1629 euros por kWh no mercado livre, tendo em conta três perfis de consumo. A diferença anual varia entre 14 e 82 euros, considerando apenas a componente de energia.
No caso de uma família com quatro filhos, a diferença considerada pela empresa pode ultrapassar 6,80 euros por mês, ou cerca de 82 euros ao fim de um ano. O impacto tende a ser maior quanto mais elevado for o consumo.
Os dados da ERSE relativos ao segundo trimestre de 2026 mostram também que existem ofertas no mercado livre com preços inferiores aos do mercado regulado. Segundo a Selectra, a oferta mais barata analisada pelo regulador permitia poupanças anuais entre 60 e 317 euros face ao mercado regulado, dependendo do perfil de consumo.
Antes de mudar de comercializador, a Selectra recomenda comparar o preço do kWh para o mesmo perfil de consumo, rever a potência contratada e verificar a duração dos descontos e as condições necessárias para os obter.
A empresa aconselha ainda os consumidores a ter em conta eventuais serviços adicionais e períodos de fidelização e a comparar o valor anual da fatura, em vez de considerar apenas o preço anunciado ou um desconto inicial.

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