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UBS critica aperto dos requisitos de capital decidido pelo Senado suíço

UBS critica aperto dos requisitos de capital decidido pelo Senado suíço

O UBS considera que a decisão tomada esta quarta-feira 23 de setembro pelo Conselho de Estados, a câmara alta do Parlamento suíço, representa um novo e excessivo reforço dos requisitos de capital dos bancos, caso seja confirmada no final do processo legislativo.
Num comunicado divulgado esta quarta-feira, o banco suíço, liderado por Sergio Ermotti, afirmou que as exigências de capital na Suíça já estão entre as mais rigorosas a nível mundial e defendeu que o resultado da votação “não é um compromisso” e não responde às causas do colapso do Credit Suisse.
O UBS criticou ainda o facto de a decisão não ter em conta as preocupações manifestadas durante o processo de consulta pública, alegando que a maioria dos participantes, incluindo representantes empresariais, associações de trabalhadores e a maioria dos cantões, rejeitou as propostas regulamentares do Conselho Federal por considerar que poderiam prejudicar a economia suíça.
O banco sublinhou também o papel dos seus acionistas no apoio à aquisição do Credit Suisse, operação que, segundo o UBS, contribuiu para proteger a reputação financeira da Suíça.
“À medida que o processo parlamentar prossegue, o UBS irá concentrar-se na proteção dos seus interesses de longo prazo”, afirmou o banco, acrescentando que continuará a apresentar factos e análises para contribuir para uma decisão informada e a defender uma regulação “verdadeiramente direcionada, proporcional e alinhada internacionalmente”.
Segundo as estimativas divulgadas pelo UBS, a aplicação da proposta aprovada pelo Conselho de Estados, que prevê que as participações estrangeiras sejam suportadas por 90% de capital CET1, obrigaria o UBS AG a deter cerca de 16 mil milhões de dólares (13,5 mil milhões de euros) adicionais de capital CET1.
Este montante somar-se-ia a cerca de 2 mil milhões de dólares de capital CET1 adicional exigido ao UBS AG na sequência das medidas regulamentares anunciadas no início deste ano.
Além disso, o banco já tem de manter cerca de 15 mil milhões de dólares de capital CET1 adicional ao abrigo das regras atualmente em vigor na sequência da aquisição do Credit Suisse.
Caso a decisão do Conselho de Estados seja confirmada, o UBS estima assim que terá de deter cerca de 33 mil milhões de dólares de capital CET1 adicional desde a aquisição do Credit Suisse.
Em paralelo, as alterações regulamentares anunciadas anteriormente deverão eliminar cerca de 4 mil milhões de dólares de capital CET1 ao nível consolidado do grupo, segundo as estimativas do banco.
O UBS calcula que o custo anual total associado à aquisição do Credit Suisse ascenderá a cerca de 2,5 mil milhões de dólares após a implementação das novas regras.

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