A carregar agora

Matrículas fora de prazo deixam alunos sem colocação, justifica ministro da Educação

Matrículas fora de prazo deixam alunos sem colocação, justifica ministro da Educação

O ministro da Educação, Fernando Alexandre, afirmou, esta quarta-feira, 23 de setembro, que as matrículas fora de prazo explicam o início do ano letivo com alunos ainda por colocar.
“De facto, as matrículas fora de prazo explicam em grande medida o início de ano letivo com alunos por colocar em escolas, uma situação que se tem vindo a repetir nos últimos anos”, disse Fernando Alexandre no Parlamento, no debate requerido pelo PCP sobre o arranque do ano letivo.
O governante acrescentou que: “o número significativo destes casos referem-se a alunos estrangeiros que vão chegando ao sistema educativo ao longo de todo o ano”.
Apesar de reconhecer o problema, Fernando Alexandre rejeitou que o problema fosse do atual Governo. “Ao contrário do que afirmou o secretário geral do PS, na última década há muitos registos de alunos por colocar no início do ano letivo e ao longo do ano letivo. Foi assim em 2016, 2017 e também em 2023. Todos estes anos de responsabilidade de executivos socialistas”, sublinhou.
“Este desafio do sistema educativo não começou ontem, mas há uma diferença muito grande entre a atitude deste Governo e a atitude do PS. Nós na AD reconhecemos os problemas e trabalhamos para o resolver, o PS não mudou nada porque não foi capaz de identificar e reconhecer os problemas ou eventualmente preferiu convencer-se de que os problemas não existiam”, referiu.
O Secretário-Geral do PS, José Luís Carneiro, criticou duramente o Governo e o ministro da Educação, Fernando Alexandre, exigindo a assunção de responsabilidades políticas pelo facto de centenas de alunos terem ficado sem colocação na escola pública no início do ano letivo de 2026/2027.
O líder socialista acusou o ministro de criar o “caos no novo ano letivo” ao extinguir as delegações regionais que faziam a gestão das colocações. Afirmou ainda que “nunca, em democracia, há memória de a escola pública deixar crianças à porta”.

Share this content:

Publicar comentário