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Crédito à habitação cresce ao ritmo mais elevado desde 2003 e atinge 119 mil milhões

Crédito à habitação cresce ao ritmo mais elevado desde 2003 e atinge 119 mil milhões

O stock de empréstimos para habitação cresceu 11,2% em agosto, em termos homólogos, para 119,1 mil milhões de euros, registando a maior taxa de crescimento desde fevereiro de 2003, segundo os dados divulgados esta sexta-feira pelo Banco de Portugal (BdP).
Em agosto, o montante de crédito à habitação aumentou 1.038 milhões de euros face ao final de julho. A taxa de crescimento homólogo acelerou face aos 11,0% registados no mês anterior, atingindo o valor mais elevado em mais de duas décadas.
No conjunto dos empréstimos a particulares, o stock cresceu 10,8% em termos homólogos. Além do crédito à habitação, os empréstimos ao consumo e para outros fins aumentaram 334 milhões de euros em agosto, para 35,8 mil milhões de euros.
A taxa de crescimento anual deste segmento acelerou de 9,3% em julho para 9,8% em agosto. Dentro deste agregado, os empréstimos ao consumo cresceram 9,7%, a taxa mais elevada desde fevereiro de 2020, enquanto o crédito para outros fins aumentou 9,9%, o ritmo mais elevado desde abril de 2008.
Já o crédito concedido pelos bancos às empresas registou uma evolução mais moderada. O stock caiu 621 milhões de euros em agosto, para 77,4 mil milhões de euros, embora tenha aumentado 5,8% face ao mesmo mês do ano anterior, abaixo dos 6,2% registados em julho.
A desaceleração foi transversal às micro, pequenas e grandes empresas. O crédito às microempresas cresceu 11,8%, contra 12,5% em julho, enquanto nas pequenas empresas a taxa passou de 7,4% para 6,5%. Nas grandes empresas, o crescimento abrandou de 0,8% para 0,2%.
Em sentido contrário, o crédito às médias empresas acelerou, com a taxa de crescimento homóloga a passar de 2,5% em julho para 2,8% em agosto.
Por setores de atividade, os empréstimos à construção e atividades imobiliárias cresceram 11,2% em termos homólogos, menos 0,8 pontos percentuais do que no mês anterior.
Nos setores do comércio, transportes e alojamento, o crescimento abrandou para 4,5%, contra 5,0% em julho. O crédito ao alojamento e restauração cresceu 5,0%, enquanto o crédito ao comércio aumentou 5,6%.
Já o crédito aos transportes e armazenagem registou uma taxa de crescimento homóloga positiva pela primeira vez desde novembro de 2021, de 0,1%.
Nas indústrias e eletricidade, os empréstimos cresceram 1,5% em termos homólogos, abaixo dos 2,3% registados em julho.

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