Vice-presidente da UEFA defende alterações na liderança da FIFA
“Eu tenho o receio de que a confiança na liderança atual tenha sofrido grande dano com o que aconteceu durante o verão. Muitas federações, muitos jogadores, muitas ligas disseram que agora é a hora da mudança. Eu espero que haja um candidato contra Gianni Infantino e que [a campanha] não seja apenas sobre a personalidade dos candidatos, mas também sobre suas propostas para modernizar e mudar a forma como o jogo é governado”, disse.
À margem da conferência Portugal Football Summit, em Oeiras, a antiga futebolista galesa salientou a unidade que se gerou contra a proposta do presidente da FIFA, Gianni Infantino, de privatizar parte dos direitos de organização dos Mundiais de futebol.
“O que foi mais impressionante nas últimas semanas foi a forma como os agentes do futebol se juntaram para se opor ao FIFA Forward Enterprise. Isso foi fundamental para nós na UEFA e no futebol europeu, porque a proposta atingiu o coração do jogo e ameaçou não apenas o desenvolvimento futuro do jogo, para que continuasse acessível para todos, mas também lançou uma ameaça existencial, porque, no minuto em que se envolve uma empresa privada e um objetivo de lucro na decisão, perde-se o sentido do que é o futebol”, referiu.
Laura McAllister diz que “é fundamental reformar a gestão do futebol em nível global”, para evitar situações como a que aconteceu após o Mundial2026, com a proposta de Infantino, pedindo “maior responsabilização” e mais transparência.
“Eu espero que este episódio nos ensine algo sobre a importância de uma gestão transparente e moderna. Mas isso requer uma mudança de cultura e, para isso, é necessária uma mudança de liderança. Muitos de nós consideramos que esta é uma oportunidade de ter essa discussão durante uma eleição presidencial na FIFA”, assumiu.
A dirigente recordou que “todas as 55 nações da UEFA apoiaram as propostas da direção” e considerou que o futebol europeu respondeu “a uma só voz”.
Apesar de Infantino continuar a ter o apoio de grande parte das federações e de a UEFA ser a única confederação continental que “está completamente unida”, Laura McAllister espera “uma campanha presidencial forte, com mais de um candidato” e que alguém apareça com argumentos que mudem a ideia de alguns dos apoiantes do atual presidente.
O suíço ocupa a presidência da FIFA desde 2016 e é, até ao momento, o único candidato confirmado às próximas eleições do organismo, agendadas para 18 de março de 2027.
“Acredito que Portugal tem muito a conquistar no futebol feminino”
A antiga futebolista alemã Nadine Kessler considerou hoje que Portugal tem potencial para replicar no feminino o sucesso conseguido no masculino, em declarações na Portugal Football Summit, em Oeiras.
Lusa | 14:27 – 25/09/2026
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