A carregar agora

PSI fecha em ligeira alta com Galp a liderar. Europa resiste à escalada do petróleo

PSI fecha em ligeira alta com Galp a liderar. Europa resiste à escalada do petróleo

O índice PSI encerrou a sessão desta segunda-feira em ligeira alta de 0,08%, fixando-se nos 9.712,35 pontos (+7,75 pontos), num dia em que os mercados europeus demonstraram resiliência à escalada dos preços do petróleo, apesar da forte pressão no mercado obrigacionista.
Das 16 cotadas que compõem o índice, seis fecharam em alta, nove em baixa e uma inalterada. A Galp Energia liderou os ganhos, beneficiando da subida do crude, ao valorizar 1,87% para 22,92 euros. A Teixeira Duarte seguiu-se com uma subida de 1,44% para 0,4930 euros, enquanto a Jerónimo Martins avançou 1,29% para 18,12 euros. A Sonae somou 0,71% (2,1250 euros) e a Corticeira Amorim ganhou 0,71% (7,12 euros).
No lado das perdas, a EDP Renováveis destacou-se como o pior desempenho do índice, ao recuar 1,69% para 12,77 euros. A Nos SGPS caiu 1,19% para 5,39 euros, a Semapa perdeu 0,72% (20,60 euros), a Mota-Engil desceu 0,57% (5,250 euros) e a EDP recuou 0,39% (4,820 euros). A REN encerrou inalterada nos 3,570 euros.
“Os principais índices de ações europeus encerraram divididos entre as perdas ligeiras do espanhol IBEX e os ganhos igualmente leves do português PSI. Ainda assim denotou-se alguma resiliência à subida dos preços do petróleo, ao contrário do que se vai vivenciando hoje em Wall Street, onde o Nasdaq 100 corrige mais de 1%, após os máximos de sempre atingidos na semana passada”, destacam os analistas do Millennium Investmente bancking.
“No velho continente de destacar o disparo das construtoras residenciais no Reino Unido, depois do Governo britânico ter anunciado um programa de empréstimos para ajudar compradores da primeira habitação própria, entusiasmando cotadas como Taylor Wimpey, Persimmon, Barratt Redrow e Bellway”, acrescentam.
O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 0,0047%. O EuroStoxx 50 fechou nos 6.301,28 pontos, uma variação negativa de 0,02% (-1,54 pontos). Os principais índices europeus encerraram de forma mista. O FTSE 100 (Reino Unido) fechou nos 10.684,88 pontos (-0,10%); o  CAC 40 (França) fechou nos 8.078,48 pontos (+0,01%); o DAX (Alemanha) encerrou nos 25.415,59 pontos (+0,59%); o FTSE MIB (Itália) fechou nos 51.759,90 pontos (-0,21%); e o IBEX 35 (Espanha) encerrou nos 19.600,30 pontos (-0,51%).
Os preços do petróleo registaram fortes ganhos, impulsionados pelo impasse nas negociações entre os Estados Unidos e o Irão em torno do Estreito de Ormuz. O Brent do Mar do Norte subiu 2,72% para 107,16 dólares por barril, enquanto o WTI (Nymex) avança 2,45% para 94,67 dólares. O ouro recuou 3,91% para 4.152,10 dólares.
As yields das obrigações soberanas registaram subidas generalizadas. A Bund alemã a 10 anos escalou 4,12 pontos base, para um yield de 3,64%. Em Portugal, a Obrigação do Tesouro a 10 anos subiu 6,08 pontos base, fixando o yield em 4,04%. Nos Estados Unidos, a Treasury a 10 anos avançou 10,20 pontos base, para 5,24%, o nível mais alto desde 2007.
A sessão foi dominada pela tensão geopolítica no Estreito de Ormuz, que reacendeu os receios de uma nova vaga inflacionista. Os mercados monetários passaram a precificar cerca de 100 pontos base de subidas de juros pelo BCE até ao final de 2027.
Adicionalmente, a preocupação com a sustentabilidade das finanças públicas em economias fortemente endividadas, como França e Itália, continua a adicionar pressão sobre a dívida soberana europeia antes das eleições do próximo ano.

Share this content:

Publicar comentário