OE2027: Hugo Soares apela à “responsabilidade de todos os partidos”
Hugo Soares, presidente do Grupo Parlamentar do PSD, pediu responsabilidade de todos os partidos em vésperas da apresentação do Orçamento do Estado para 2027, depois da reunião com os ministros de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, e dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, sobre as principais linhas da proposta do documento.
“Para ajudar as famílias, o governo anunciou e já decidiu em conselho de ministros uma nova redução do IRS e um aumento extraordinário das pensões mais baixas em Portugal. É precisamente para aqueles que têm mais dificuldades e que trabalham poderem fazer face ao aumento do custo de vista, direcionando o seu rendimento para aquilo que entendem ser necessário”, sublinhou o deputado.
Hugo Soares aproveitou o momento para “pena desmistificar e traduzir em números” a “demagogia e o populismo que graça na nossa sociedade e nos partidos da oposição”, apontando para os apoios diretos do governo decretados para “tentar evitar o aumento dos preços”, falando ainda na redução do ISP em de 25 cêntimos para “aumentar o rendimento das famílias”. Perante os jornalistas, Hugo Soares realçou dados macroeconómicos previstos para 2027 como a redução da dívida, a manutenção do equilíbrio das contas públicas e a melhoria do ‘rating’ da República.
“Ninguém quer juntar à instabilidade que se vive no mundo uma instabilidade ou imprevisibilidade. O que é expectável é que a oposição faça o seu trabalho, escrutinando o Governo, é verdade, mas que deixe o Governo governar, implementando as suas políticas”, acrescentou.
“Portugal vai voltar a crescer economicamente no próximo ano, o rendimento das famílias estará novamente a subir, com redução de impostos do IRC, do IVA da construção e do IRS, e com um novo excedente orçamental, o que significa que será o quinto na história da democracia portuguesa”, declarou.
Paulo Núncio adiantou que a proposta de Orçamento também prevê uma nova descida da dívida, embora não tivesse quantificado a meta do executivo. Referiu-se, depois, à situação de instabilidade internacional.
Nesta conjuntura, “é necessário que o Orçamento de Estado seja aprovado. A última coisa que o país precisaria era de uma crise política em virtude da rejeição do Orçamento”, advertiu.
O mesmo apelo dirigido aos partidos da oposição foi depois feito pelo líder parlamentar do PSD, Hugo Soares.
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