Anthropic planeia entrada em bolsa para meados de novembro
A Anthropic, que detém o modelo de inteligência artificial (IA) Claude, está a apontar a sua entrada em bolsa (IPO na sigla inglesa) para meados de novembro, de acordo com o New York Post. O marketing formal para a estreia nos mercados financeiros pode iniciar-se na semana de 9 de novembro, avançou a agência noticiosa Bloomberg, citando fontes conhecedoras do processo.
Essas mesmas fontes referiram que as negociações para a entrada em bolsa da Anthropic estão a decorrer, e podem sofrer alterações, mas a expetativa é que a estreia seja feita antes do final de 2026.
A se confirmar a data avançada pelo New York Times seria um adiar da entrada em bolsa da detentora do Claude. A 13 de setembro o Business Insider avançou que outubro seria o mês alvo. A mesma publicação disse ainda que a empresa escolheu o Nasdaq (índice bolsista norte-americana) para se estrear nos mercados financeiros.
A detentora do Claude já tinha confirmado oficialmente, a 1 de junho, junto do regulador dos mercados norte-americano (SEC) a sua intenção de entrar em bolsa. Contudo salientou que estaria dependente das “condições de mercados e de outros fatores”. Em março a Bloomberg já avançava que a entrada em bolsa poderia ocorrer em outubro, no melhor cenário.
Em junho foi noticiado que os bancos Goldman Sachs e o Morgan Stanley foram os escolhidos para liderar o IPO, avançou a agência noticiosa Bloomberg. Na operação vai participar também o JP Morgan Chase.
Empresa tem prejuízo mas espera que entrada em bolsa seja a maior de sempre
A agência noticiosa Reuters avançou a 28 de setembro que a empresa reportou uma perda líquida de 42 mil milhões de dólares (37 mil milhões de euros) em 2025. A receita subiu 12 vezes para quase 4,6 mil milhões de dólares (quatro mil milhões de euros). O prejuízo operacional ficou acima dos oito mil milhões de dólares (sete mil milhões de euros).
No prospeto para entrada em bolsa, transcrito pelo Investing, é revelado que a empresa espera uma avaliação superior a dois biliões de dólares (1,7 biliões de euros), face à sua atual avaliação de 965 mil milhões de dólares (850 mil milhões de euros), que a torna a não cotada mais valiosa do mundo, à frente da OpenAI que detém o ChatGPT. A se confirmar este valor seria a maior entrada em bolsa de sempre ultrapassando os 1,7 biliões de dólares (1,5 biliões de euros) da SpaceX alcançados a 12 de junho de 2026.
No prospeto verifica-se que ao nível de gastos a Anthropic alocou 7,3 mil milhões de dólares (6,4 mil milhões de euros) para computação e infraestruturas, em 2025, três vezes mais face a 2024, e prevê um gasto de 518 mil milhões de dólares (456,4 mil milhões de euros) em obrigações com cloud (ou nuvem), computação e infraestruturas no próximo ano.
A empresa referiu ainda que quase um quarto (25%) da sua receita vem de dois clientes.
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