Venezuela vai exportar 50 milhões de barris de petróleo para os EUA
Caracas e Washington chegaram a acordo para exportar petróleo avaliado entre 2 mil milhões a 2,8 mil milhões de dólares para os EUA. São entre 30 a 50 milhões de barris de petróleo.
O acordo foi revelado pelo presidente norte-americano que apontou que este crude será desviado da China e que vai ajudar a Venezuela a evitar cortes na produção.
“Este petróleo vai ser vendido a preço de mercado e o dinheiro vai ser controlado por mim para assegurar que vai beneficiar os povos da Venezuela e dos EUA”, segundo Donald Trump.
Este é um sinal da abertura do Governo da Venezuela – agora liderado pela presidente interina Delcy Rodriguez – à exigência de Donald Trump que o país abra o seu setor petrolífero às petrolíferas dos EUA. Caso contrário, Caracas arrasta mais intervenção militar dos EUA.
“Acesso total”: esta é a exigência de Trump para as petrolíferas americanas na Venezuela.
A Venezuela tem vendido o seu barril de crude a 22 dólares, com a “Reuters” a estimar que o negócio pode atingir 1,9 mil milhões de dólares. Se o negócio for feito a valores atuais de mercado, o negócio atinge 2,8 mil milhões de dólares. O barril de West Texas Intermediate, a referência para os EUA, negoceia hoje nos 56 dólares.
O país conta com milhões de barris carregados em petroleiros e em centros de armazenagem que não tem conseguido exportar devido ao bloqueio às importações por parte dos EUA desde dezembro.
Este bloqueio foi uma forma de os EUA aumentarem a pressão sobre Nicolas Maduro e que culminou pela sua captura por forças especiais, tendo sido levado para os EUA para enfrentar julgamento num tribunal de Nova Iorque.
Caracas acusou os EUA de raptarem Maduro e consideram que Washington quer roubar as reservas de petróleo do país.
Algumas destas cargas destinavam-se à China e vão agora dirigir-se aos EUA.
Pequim tem sido o maior comprador de crude venezuelano na última década, em particular após as sanções impostas pelos EUA a partir de 2020.
“Trump quer que isto aconteça agora para vender isto como uma grande vitória”, disse uma fonte do setor petrolífero à “Reuters”.
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