UBS com lucros de 7,8 mil milhões em 2025 supera previsão e reforça compra de ações próprias
O UBS fechou o quarto trimestre com um lucro de 1,2 mil milhões de dólares, o que traduz um aumento de 56% face ao período homólogo que superou a previsão dos analistas (967 milhões de dólares).
O UBS também reportou um resultado líquido de 7,8 mil milhões de dólares no ano fiscal de 2025 (um aumento de 53%); aumentou os dividendos em 22% face ao ano anterior; confirmou as metas para 2026 e estabeleceu ambições para 2028. A rentabilidade medida pelo RoCET1 (return-on-CET1) fixou-se em 10,8% e o RoCET1 subjacente em 13,7%.
Os resultados subjacentes excluem itens de lucro ou prejuízo que a administração considera não serem representativos do desempenho subjacente.
O gigante da gestão de fortunas revelou “um excelente desempenho no 4º trimestre de 2025 e no ano fiscal de 2025, com um resultado líquido no 4º trimestre de 2025 a superar 56% o do ano anterior, atingindo 1,2 mil milhões de dólares; com um retorno sobre o capital CET1 (RoCET1) de 6,6% e RoCET1 subjacente de 11,9%”.
Os ativos investidos do Grupo a ultrapassarem pela primeira vez a marca dos 7 triliões de dólares, um aumento de 15% em relação ao ano anterior. O banco destaca a “elevada atividade negocial em Gestão de Património Global e no Banco de Investimento, sustentada por um amplo envolvimento com os clientes”.
As entradas de dinheiro dos clientes atingiram 8,5 mil milhões de dólares, o que representa um abrandamento considerável e bem abaixo das estimativas dos analistas (27,4 mil milhões de dólares).
O banco suíço manteve os targets financeiros, incluindo o objetivo de atingir um rácio de capital CET1 de 18%, e um cost-to-income de aproximadamente 67% para o Grupo, impulsionado por um crescimento sustentável.
Ao mesmo tempo reforçou o programa de recompra de ações em 3 mil milhões de dólares.
O UBS reporta “um rácio de capital CET1 de 14,4%, um rácio de alavancagem CET1 de 4,4% e a execução contínua dos nossos planos de retorno de capital, incluindo a conclusão do nosso plano de recompra de ações de 3 mil milhões de dólares para o ano fiscal de 2025”.
O grupo que absorveu o Crédit Suisse revelou “um excelente progresso de integração, com cerca de 85% das contas registadas na Suíça transferidas com sucesso para os sistemas do UBS”.
Sergio P. Ermotti, CEO do Grupo, referiu que “fizemos grandes progressos numa das integrações mais complexas da história bancária, mesmo enfrentando incertezas regulamentares contínuas na Suíça. Mantivemos uma posição de capital sólida e cumprimos os nossos compromissos de retorno de capital no ano, com um aumento dos dividendos complementado por recompras de ações”.
“À medida que nos aproximamos da recta final da integração, estou confiante na nossa capacidade de captar as restantes sinergias até ao final do ano, que aumentámos em 0,5 mil milhões de dólares, para 13,5 mil milhões de dólares”, acrescenta o CEO.
“Com os ativos investidos do Grupo a ultrapassarem pela primeira vez os 7 triliões de dólares e um forte impulso nos negócios, estamos preparados para atingir os nossos objetivos de taxa de saída para 2026 e as nossas ambições a médio prazo”, afirma Ermotti.
“Ao longo de 2025, continuamos a apoiar os clientes, a economia suíça e as comunidades onde vivemos e trabalhamos, ao mesmo tempo que investimos ainda mais em talento e capacidades. Isto inclui a IA, onde temos projetos transformadores concebidos para reforçar a nossa resiliência operacional, melhorar a experiência do cliente e desbloquear níveis mais elevados de eficiência e eficácia em toda a organização”, diz ainda o CEO.
O banco fala em investimentos contínuos no talento, oferta e tecnologia, incluindo a entrega de soluções de IA à escala que impulsionam o desempenho, aumentam a produtividade e capacitam os nossos colaboradores – apoiando o crescimento sustentável a longo prazo.
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