A carregar agora

Irão: Investidores procuram abrigo em ativos de refúgio e ouro sobe 2%

Irão: Investidores procuram abrigo em ativos de refúgio e ouro sobe 2%

O investidores estão a fugir para ativos de refúgio na sequência do conflito que decorre em solo iraniano entre Irão e Estados Unidos, assinala esta segunda-feira a empresa de consultoria BA&N.
Esta segunda-feira, a bolsa portuguesa e os principais índices europeus abriram com fortes quedas na sequência do conflito que rebentou na semana passada entre norte-americanos e iranianos.
Na abertura da bolsa o índice português (PSI) desvalorizou 1,18%. Entre os principais índices europeus o DAX (Alemanha) quebrou 2,48%, o CAC 40 (França) desvalorizou 1,93%, e o FTSE 100 (Reino Unido) desceu 0,69%.
O AEX (Países Baixos) desceu 1,03%, o IBEX 35 (Espanha) quebrou 3,01%, e o FTSE MIB (Itália) desvalorizou 2,44%.
E os futuros dos índices norte-americanos, em Wall Street, apontam também para um arranque de sessão no vermelho.
“Os mercados acionistas europeus abriram a semana tingidos de vermelho carregado, numa sessão típica de fuga aos ativos de risco devido ao conflito no Médio Oriente originado com os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irão. Os índices acionistas europeus marcam perdas próximas de 2%, depois de na semana passada terem atingido máximos históricos e concluído o oitavo mês consecutivo de ganhos. Os futuros também apontam para quedas significativas no arranque de Wall Street, com desvalorizações dos índices bem acima de 1%”, assinala a BA&N esta segunda-feira.
Este vermelho nas bolsas tem levado a que os investidores “procurem abrigo nos tradicionais ativos de refúgio”. Isso faz-se sentir no ouro que sobe 2% para negociar acima de 5.400 dólares e divisas como o franco suíço e o iene também negoceiam em alta, sublinha a BA&N.
Com o conflito entre norte-americanos e iranianos, o petróleo acabou por disparar. Atualmente esta matéria prima soma subidas superiores a 6%. O brent está a subir 7,27% para os 78,17 dólares e o crude valoriza 6,79% para os 71,57 dólares.

“O gás natural na Europa regista uma subida ainda mais expressiva, de 25%, devido aos receios mais intensos de quebra nos abastecimentos da matéria-prima”, refere a consultora.

“As obrigações também são um típico ativo de refúgio nestas sessões de turbulência e aumento da perceção de risco, mas as yields estão a agravar-se devido ao impacto que o disparo nos preços do petróleo está a ter nas perspetivas para a evolução da política monetária. O dólar também está a beneficiar, marcando a maior subida desde janeiro”, acrescenta a BA&N.

Nesta altura o euro está a quebrar 0,69%, face ao dólar, para os 1,17372 dólares.

A BA&N refere também que entre os setores afetados estão também a banca, companhias aéreas, cadeias de hotéis e fabricantes de automóveis ao “afundarem mais de 3%, com os investidores a deslocarem capital para setores que podem sair a ganhar “com o conflito. “Destaque óbvio para as petrolíferas, que marcam ganhos acima de 4%, mas também para as empresas de defesa e transporte marítimo”, sublinha a empresa.
“A reação dos mercados a eventos geopolíticos tende a ser brusca mas pouco duradoura, sendo que neste caso vai depender sobretudo do impacto nos preços do petróleo e se resultará numa mudança de regime no Irão que acalme as históricas tensões na região. O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu que os ataques vão continuar até que os objetivos sejam atingidos, o que poderá demorar semanas”, considera a BA&N.
E no caso do UBS já recomenda uma menor exposição ao mercado norte-americano. “Depois de ter revisto em baixa a recomendação para as ações de vários setores norte-americanos, o UBS adotou uma perspetiva menos favorável para as ações dos Estados Unidos em geral. Andrew Garthwaite, head of global equity strategy do banco de investimento, recomenda agora que as ações norte-americanas baixem o peso nas carteiras para a ponderação que têm nos índices”, salienta a consultora.

Share this content:

Publicar comentário