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CPR prossegue em asfalto, quem poderá vencer o Rali de Lisboa?

CPR prossegue em asfalto, quem poderá vencer o Rali de Lisboa?

Após duas provas em pisos de terra – o Rali Terras d’Aboboreira e o Rali de Portugal – o asfalto chega este ano mais cedo ao Campeonato de Portugal de Ralis. Com tantas mudanças de carros e equipas, a entrada nos troços de asfalto é uma verdadeira incógnita. São vários os pilotos com alguma experiência do Rali de Lisboa, a próxima prova do CPR, mas a edição de 2025 foi bastante chuvosa. Para a deste ano, preveem-se temperaturas elevadas.
Não é tarefa fácil apontar favoritos. A prova conta com 17 viaturas Rally2, todas pilotadas por portugueses. Contudo, o desempenho dos pilotos mais destacados do CPR em provas de asfalto nos últimos tempos poderá fornecer algumas pistas, sendo que a tipologia desta prova difere significativamente das restantes etapas de asfalto do campeonato.

Análise aos principais candidatos
Armindo Araújo surge como a referência mais sólida em termos de ritmo e consistência, apesar de uma quebra mais recente no Rali Vidreiro 2025.
José Pedro Fontes aparece como um dos nomes mais fortes e fiáveis em asfalto, com regularidade alta e um dado muito relevante: venceu o Rally de Lisboa 2025, prova da Taça de Portugal, que venceu mas onde não estiveram todos os adversários que agora vai defrontar. De qualquer das formas, é quem, entre os pilotos da frente melhor conhece os pisos, o único óbice é o carro novo, que ainda está a descobrir na sua plenitude.
Ricardo Teodósio tem andamento para lutar pelos lugares da frente, mas os resultados recentes mostram mais irregularidade. Este ano tem o carro que no ano passado venceu esta prova, pelo que nesse particular pode obter aqui o melhor resultado do ano.
Num segundo plano, Pedro Almeida, Rúben Rodrigues, Gonçalo Henriques, Hugo Lopes e Pedro Meireles parecem mais colocados para lutar por posições intermédias, embora possam aproveitar qualquer erro dos favoritos.
As perspetivas de cada piloto
Olhando para os resultados, piloto a piloto, Armindo Araújo é o piloto com o histórico mais forte no conjunto dos dados apresentados. Venceu em Castelo Branco, Madeira Vidreiro 2024. Em 2025 manteve-se muito competitivo, com 3º em Castelo Branco, 2º na Madeira e 2º no Rali da Água. O quinto lugar no Vidreiro 2025 destoa um pouco, mas no global continua a ser o piloto com mais provas dadas no asfalto.
Isto sugere que, em condições normais, é candidato claro ao triunfo no Rali de Lisboa. Se encontrar confiança desde o início, pode perfeitamente discutir a vitória e alcançá-la.
José Pedro Fontes é provavelmente o nome que reúne melhor combinação entre experiência, regularidade e adaptação ao tipo de prova e piso. Foi segundo em Castelo Branco e no Vidreiro 2024. Em 2025 somou o quinto posto em Castelo Branco, 3º na Madeira, 4º no Rali da Água e 6º no Vidreiro. O dado mais forte para Lisboa é ter vencido o Rally de Lisboa 2025.
Ou seja, mesmo que os resultados recentes não o coloquem sempre entre os dois primeiros, Fontes parece muito bem posicionado para esta prova específica. Conhecimento do terreno, conforto no tipo de troços e gestão de rali podem fazer dele um dos principais favoritos. Vamos ver como o Lancia está no asfalto face à concorrência. No WRC o carro já provou ser vencedor.
Já Ricardo Teodósio mostra capacidade para andar depressa, mas com menos estabilidade de resultados. Em 2024 foi 5º em Castelo Branco, 2º na Madeira e 5º no Vidreiro. Em 2025 foi 4º em Castelo Branco, desistiu e voltou em Super Rali na Madeira, e abandonou no Rali da Água e foi ainda 4º no Vidreiro. Foi também segundo no Rally de Lisboa 2025, com o Toyota, este ano tem outro carro, o Citroen C3 Rally2.
Isto indica que Teodósio tem andamento para estar na luta pelo pódio e talvez discutir a vitória, sobretudo em Lisboa, onde já foi muito competitivo. No entanto, entra com menos garantias de consistência do que Armindo ou Fontes.
Quanto a Rúben Rodrigues, atual líder do campeonato, os resultados mostram um piloto competitivo, mas ainda fora do lote dos mais fortes no asfalto. Será muito interessante perceber o que pode andar no asfalto. Na terra tem brilhando, mas agora entra numa prova que disputou em 2023, ainda com o Škoda Fabia Rally2 evo, o que lhe dará alguma ideia do que vai ter pela frente.
Em termos de ralis de asfalto foi 6º na Madeira, 3º no Rali da Água e sétimo no Vidreiro, em 2025.
O 3º lugar no Rali da Água é o melhor indicador e mostra que pode aproximar-se do pódio. Ainda assim, o padrão geral aponta mais para uma luta entre o top 5 e o top 7, salvo se conseguir um rali muito limpo e explorar os problemas dos favoritos. Seja como for, com o que tem surpreendido na terra, se calhar vai fazer o mesmo no asfalto.
Pedro Almeida tem um registo interessante e relativamente consistente nos pisos de asfalto. Este ano tem um carro muito competitivo no asfalto, o Toyota GR Yaris Rally2, e nos anos anteriores, ainda com o Skoda, foi 6º em Castelo Branco, 3º no Rali da Água e 4º no Vidreiro 2024. Em 2025, no asfalto, só fez Castelo Branco, era quinto, mas como se sabe foi excluído da classificação (combustível).
É um conjunto de resultados sólido, sobretudo porque mostra capacidade para andar perto do pódio. Mesmo sem vitórias ou segundos lugares neste recorte, parece um piloto capaz de se meter na discussão pelos lugares imediatamente atrás dos favoritos.
Gonçalo Henriques tem poucos dados para analisar, mas o indicador disponível é muito forte. Foi terceiro no Rali Vidreiro 2025, um resultado surpreendente, ou talvez não, que o coloca este ano, claramente, entre os favoritos a vencer, ou pelo menos lutar pelo pódio. Só fez o Rali de Lisboa em 2024, ainda com um Renault Clio Rally4, pelo que, ao menos tem uma ideia dos tipos de piso que vai apanhar. Com uma amostra tão curta, é difícil tirar conclusões definitivas, mas os dados permitem colocá-lo verdadeiramente como possível outsider. Pode ser um nome a seguir, sobretudo se entrar bem no rali.
Hugo Lopes foi sexto no Rali de Castelo Branco 2025, quinto no CPR na Madeira, venceu o Rallye Constálica Viseu Dão Lafões, prova extra campeonato em asfalto, desistiu no Rali da Água e foi 19º no Vidreiro. Está agora na equipa oficial do Team Hyundai Portugal e é outro dos candidatos a lutar pelo top 5, embora se saiba que é muito rápido no asfalto. Contudo, nunca disputou esta prova, o que é um óbice. Mas pode perfeitamente obter um grande resultado nesta prova.
Relativamente a Pedro Meireles, os dados apontam para um plano mais discreto. Foi 5º no Rali da Água e nono no Vidreiro 2025. À partida, parece mais vocacionado para lutar por um lugar no top 10 ou top 6, dependendo do desenrolar da prova.
Resumindo tudo isto, se tivéssemos que “colocar fichas” na hierarquia provável de andamento, com base apenas nestes dados, diríamos que Armindo Araújo e José Pedro Fontes são os principais favoritos, seguidos de perto por Gonçalo Henriques, Ricardo Teodósio e, vamos ver (por ser asfalto) Rúben Rodrigues. Pedro Almeida um pouco mais abaixo na ‘escala’ e depois Pedro Meireles.
Armindo Araújo parece o mais forte em “valor absoluto” no asfalto, mas Zé Pedro Fontes pode ser o homem mais ‘perigoso’ especificamente para Lisboa. Gonçalo Henriques, Rúben Rodrigues e Ricardo Teodósio, vão seguir dem uito perto e por tudo isto este pode ser um rali mesmo muito disputado.
Programa da prova
Sexta-feira: Arranca de manhã com o Shakedown na Encarnação (Mafra), seguindo-se a partida simbólica em Belém. À tarde, os pilotos completam as classificativas de Tapada de Mafra, Sobral Monte Agraço, Vila Franca de Xira e Alenquer, terminando a noite com a Super-Especial junto ao Palácio Nacional de Mafra.
Sábado: Repete-se a ronda pelas quatro classificativas da véspera. Segue-se o troço de Sintra | Almargem do Bispo (Power Stage), que inclui uma Zona Espetáculo com um salto junto ao Santuário de Nossa Senhora da Serra.
Final: O rali termina na Marina de Cascais com a City Stage e a festa de coroação dos vencedores daquela que é a terceira prova do CPR.
FOTO AIFA

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