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DBRS sobe rating do BCP para “A” e aponta como argumentos a rentabilidade e o capital robustos

DBRS sobe rating do BCP para “A” e aponta como argumentos a rentabilidade e o capital robustos

A agência de notação financeira Morningstar DBRS elevou o rating de emitente de longo prazo do Banco Comercial Português (BCP) para “A”, de A (low), mantendo uma perspetiva estável, refletindo o que descreve como uma rentabilidade resiliente, melhoria da qualidade dos ativos e níveis sólidos de capitalização.
A agência também subiu o rating dos depósitos de longo prazo para A (high), um nível acima da avaliação intrínseca do banco, devido ao enquadramento legal português que confere preferência total aos depositantes em processos de insolvência ou resolução bancária.
Segundo a DBRS, a decisão resulta do desempenho consistente do maior banco privado português, sustentado pelo crescimento do crédito, margens financeiras elevadas, controlo dos custos operacionais e um custo de risco considerado moderado.
A agência considera que o BCP está bem posicionado para preservar os atuais níveis de rentabilidade, apoiado pela resiliência da economia portuguesa e do mercado de trabalho, pela continuação do crescimento da carteira de crédito e pela disciplina na gestão de custos.
A DBRS destacou ainda a redução gradual dos riscos associados à carteira histórica de créditos hipotecários denominados em francos suíços na subsidiária polaca Bank Millennium, um tema que tem pressionado os resultados do grupo nos últimos anos.
No primeiro semestre de 2026, o lucro líquido do BCP aumentou 12,7% em termos homólogos para 566,1 milhões de euros. Portugal representou 83% dos resultados do grupo, enquanto a margem financeira cresceu 3,4% e as receitas de comissões avançaram 5,8%.
A rendibilidade dos capitais próprios (ROE) melhorou para 15%, face a 14,5% um ano antes.
A Morningstar DBRS salientou igualmente a evolução da qualidade dos ativos. Os créditos não produtivos diminuíram 10,5% face ao período homólogo e o rácio líquido de NPL situou-se em apenas 0,1% no final de junho, abaixo da média de bancos europeus comparáveis.
O BCP terminou junho com ativos totais de 114,8 mil milhões de euros, mantendo a posição de maior grupo bancário privado em Portugal. O banco detém ainda operações relevantes na Polónia, através de uma participação de 50,1% no Bank Millennium, além de presenças em Moçambique, Angola e Macau.
Ao nível do capital, o rácio CET1 fixou-se em 15,3% no final do primeiro semestre, proporcionando uma almofada de 521 pontos base acima dos requisitos mínimos regulamentares. O rácio de capital total atingiu 19,5%.
A agência de rating afirmou que uma melhoria estrutural da capacidade de geração de resultados, acompanhada pela manutenção de um perfil de risco sólido e de forte capitalização, poderá conduzir a novos aumentos de rating. Em sentido contrário, uma deterioração material e sustentada da rentabilidade ou da qualidade dos ativos poderá exercer pressão negativa sobre a notação.

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