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OE2026: INE divulga hoje saldo orçamental da primeira metade do ano

OE2026: INE divulga hoje saldo orçamental da primeira metade do ano

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulga hoje 23 de setembro os dados referentes ao saldo orçamental até junho, em contas nacionais, após um défice de 0,7% do PIB no primeiro trimestre.
No primeiro trimestre deste ano, quando se verificou o impacto da implementação das medidas excecionais no âmbito do apoio às zonas afetadas pela passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, Portugal registou um défice orçamental de 0,7% do PIB.
“Considerando os valores trimestrais e não o ano acabado no trimestre, o saldo das Administrações Públicas no 1.º trimestre de 2026 fixou-se em -510 milhões de euros, correspondendo a -0,7% do PIB, o que compara com 0,0% no período homólogo”, lê-se no destaque do INE.
A receita total cresceu 6%, abaixo do crescimento de 7,9% da despesa total.
Serão agora conhecidos os dados referentes ao segundo trimestre, período em que Portugal também teve de lidar com os efeitos da guerra no Médio Oriente, nomeadamente nos preços dos combustíveis, com o Governo a aplicar um ‘desconto’ no ISP.
Na ótica da contabilidade pública (que tem em conta as entradas e saídas de dinheiro), o Estado registou um défice de 213 milhões de euros na primeira metade do ano.
Segundo destaca uma análise do BPI Research, os dados consolidados da execução orçamental (na ótica de caixa) revelam um défice orçamental equivalente a 0,1% do PIB no acumulado no primeiro semestre do ano (ou seja, -213 milhões de euros), o que compara com um saldo positivo de 1,3% em igual período de 2025 (o equivalente a 2,018 milhões de euros).
“Este comportamento deriva do crescimento da despesa superior ao da receita (11,3% e 7% homólogo, respetivamente)”, lê-se na nota.
Este desempenho “continua alinhado” com a perspetiva mais pessimista para 2026 da equipa do BPI, que destaca que “os eventos do início do ano (nomeadamente as tempestades e o conflito no Médio Oriente) trouxeram obstáculos acrescidos à execução orçamental de 2026 (já inicialmente desafiante perante, por exemplo, os empréstimos associados ao PRR, as medidas fiscais e as exigências decorrentes do compromisso com a NATO)”.
No entanto, o saldo apurado pelo INE difere do da Entidade Orçamental, já que é em contabilidade nacional (a que releva para as instituições europeias), o que significa que é calculado tendo em conta uma lógica de compromisso de receitas e de despesas.
Entre os indicadores que serão hoje conhecidos está também a taxa de poupança das famílias.
Para o conjunto do ano, o ministro das Finanças disse estar confiante que será possível alcançar um saldo orçamental positivo, “relativamente próximo de zero”.
“Este ano de 2026, dadas as tempestades, dado o Irão, estamos muito próximo do 0, mas ainda assim em campo positivo. No próximo ano voltamos àquilo que sempre foi a nossa política, um pequeno superavit”, afirmou Joaquim Miranda Sarmento, na semana passada.

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