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Banca: Sindicatos da UGT recorrem à conciliação na DGERT e preparam novas formas de contestação

Banca: Sindicatos da UGT recorrem à conciliação na DGERT e preparam novas formas de contestação

Os três Sindicatos dos Bancários da Febase (Mais, SBN e SBC) informaram as Instituições de Crédito do recurso à conciliação no âmbito da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), acusando a banca de “intransigência” nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) para 2026.
O pedido formal de conciliação dará entrada na DGERT assim que for cumprido o preceito legislativo do pré-aviso enviado às instituições bancárias subscritoras do acordo.
A decisão surge após cerca de um ano de negociações sem avanços significativos. Na última sessão negocial, a banca colocou termo ao processo ao manter-se “irredutível na sua proposta de 2% de aumento nas tabelas e cláusulas de expressão pecuniária”.
Para os sindicatos afetos à Febase e à UGT, esta postura das instituições de crédito é considerada “inadmissível”, sobretudo num cenário de “lucros avultados dos Bancos”.
As estruturas sindicais alertam que aceitar “uma proposta de aumentos de 2% nos salários e pensões quando a inflação já é superior aos 3% e as famílias têm de suportar as inevitáveis repercussões nos bens essenciais face ao maior aumento de sempre dos combustíveis, é condenar os bancários, no ativo e reformados, a viver com enormes dificuldades em consequência do aumento do custo de vida”.
Perante o impasse, o Mais Sindicato, o SBN e o SBC convidaram as restantes organizações sindicais do setor a unir forças para a “construção de uma resposta conjunta, concertada e abrangente, capaz de reforçar a defesa dos trabalhadores e reformados bancários”. O objetivo desta aliança é encontrar “as formas de intervenção mais eficazes” para defender os interesses da classe.
Os três sindicatos asseguram que “não vão cruzar os braços e deixar os sócios desprotegidos”, sustentando que a banca dispõe de todas as condições para “remunerar muito melhor quem contribui diariamente e contribuiu durante muitos anos para os lucros do setor”.
Paralelamente ao processo que vai dar entrada na DGERT, as estruturas representativas dos trabalhadores adiantam que já estão a “preparar e organizar o recurso a outros meios de contestação”, prometendo anunciar em breve novas medidas de protesto na defesa dos salários e pensões.

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