Carneiro alerta que sem medidas para custos da energia empresas poderão ter de fechar
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, alertou, esta quinta-feira, 24 de setembro, que haverá empresas que “poderão ter de fechar as portas” caso o Governo não avance com medidas para aliviem os efeitos dos aumentos do custo da energia.
“Há setores que nos exprimiram a realidade que estão a viver: se não houver medidas que mitiguem os efeitos do custo com a energia – com os combustíveis, com o gás, com a eletricidade – (…) haverá muitos milhares de empresas que não vão conseguir suportar o aumento destes custos”, avisou o líder socialista após uma reunião com associações representativas dos setores da energia e das telecomunicações, em Lisboa.
José Luís Carneiro deixou o alerta de que, sem medidas para este problema, “essas empresas poderão ter de fechar as suas portas e com isto estarão em crise milhares e milhares de postos de trabalho pelo país”.
“O Governo tem de ser sensível a isto que se está a passar”, apelou.
Nas contas do PS, há “custos operacionais que podem andar na casa dos 40%”, referindo que na reunião que tinha acabado de ter ouviu “empresas e setores empresariais cujos custos energéticos podem variar entre 40% e 70%”.
Sobre o debate que decorre esta tarde no parlamento, o secretário-geral do PS foi questionado sobre o sentido de voto do partido em iniciativas, por exemplo do BE e do PCP.
“Nós esperamos contar com o voto de todos os partidos para viabilizarem as propostas viáveis e sustentáveis do ponto de vista orçamental, porque as únicas propostas com contas feitas, que foram apresentadas na Assembleia da República e sustentáveis à luz da folga orçamental que resulta do aumento dos impostos sobre os combustíveis e do aumento da inflação com efeitos na receita fiscal do IVA, as únicas propostas que respeitas esses pressupostos são as propostas apresentadas pelo PS”, disse apenas.
Sobre a entrevista do porta-voz do PSD e eurodeputado, Sebastião Bugalho, à Rádio Renascença e Público, em que defendeu que a reforma da lei eleitoral devia ser a prioridade dos partidos e não a revisão da Constituição, Carneiro respondeu: “quem trouxe o tema da revisão constitucional para o espaço público não foi o Partido Socialista, o que foi mesmo o AD com o Chega”.
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