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Dos assobios a João Palhinha a… Amorim. As explicações de Jorge Jesus

Dos assobios a João Palhinha a… Amorim. As explicações de Jorge Jesus

Jorge Jesus assinou, esta quinta-feira, uma estreia ‘agridoce’ no comando técnico de Portugal, visto que o embate da jornada inaugural da fase de grupos da Liga das Nações, diante do País de Gales, culminou numa vitória, sobre 1-0 (graças a um golo ‘solitário’ de João Félix, aos 22 minutos), com uma exibição que, ainda assim, não contou com grande ‘nota artística’.
 
Na conferência de imprensa que se seguiu ao apito final, no Estádio José Alvalade, o sucessor de Roberto Martínez assumiu que a seleção nacional tem ainda “uma grande margem para melhorar”, fez ‘mea culpa’ pelos primeiros 15 minutos, já que pensava que o adversário “ia jogar com um trio diferente, no meio-campo”.
“Depois, ganhámos depois referências a defender e nos últimos 30 minutos da primeira parte marcámos. O País de Gales esteve bem organizado a defender, mas ofensivamente só fez um remate à baliza. Estou contente com o que a minha equipa fez, sobretudo defensivamente. Parabéns aos jogadores, sabendo que há muita margem para crescer”, começou por afirmar.
“Estamos a trabalhar em cima de jogos, não tive uma base para, depois dos jogos, ter outros processos nos quais podíamos, agora, ser melhores. O selecionador do País de Gales tem dois anos de trabalho e uma equipa muito bem trabalhada. Temos de corrigir em cima deste jogo, antes de irmos para a Noruega. Vamos tentar melhorar, há margem para isso”, prosseguiu.
“Todos os jogadores que estão nas seleções têm ideias diferentes dos clubes, e os selecionadores, depois, passam outras ideias. Mas, com jogadores inteligentes, é mais fácil. Se me perguntarem o setor de que mais gostei, foram os quatro defesas, que, lá atrás, pensaram como equipa, pensaram que há muito mais do que só na bola e no jogador”, completou.
“Assobios a João Palhinha não são um problema”
Já no plano individual, Jorge Jesus explicou que a substituição de Cristiano Ronaldo por Gonçalo Ramos, aos 67 minutos, se deveu à necessidade de ter “ter um jogador fresco e pressionante a defender”, e aplaudiu a exibição de João Félix: “Fez o golo e correu muito defensivamente, porque eu pedi-lhe para cobrir o médio-defensivo do País de Gales e para pressionar o central do lado esquerdo. Com bola é muito sereno a saber ocupar os espaços para entrar no jogo.”.
Já sobre o posicionamento de Bruno Fernandes, deu uma curiosa justificação: “Com o Ruben Amorim, no Manchester United, era ali que o Bruno jogava, pelo lado esquerdo fechado. Jogava ao meio com bola, sem bola já tem de baixar e ajudar o lateral-esquerdo. É uma posição que ele conhece. Ou jogava como segundo médio, ou na posição de hoje. O Bruno é um jogador de corredor central, nunca foi um jogador de corredor lateral”.
A terminar, desvalorizou os assobios dirigidos a João Palhinha, jogador formado no Sporting que, no passado verão, rumou ao Benfica: “Nem percebi bem, mas isso, para mim, não é um problema. Eu não penso em pôr um jogador a pensar que o vão assobiar. O Rúben Neves estava a perder alguma intensidade de jogo, e o João podia dar-nos segurança no corredor central. Foi por isso que entrou, agora, nunca vou estar preocupado em relação ao que pode acontecer com os adeptos”.
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