Nova bronca com Israel. Festejo com ‘arma’ dá expulsão na Liga das Nações
A participação de Israel na temporada desportiva de 2026/27 da Liga das Nações está a revelar-se particularmente ‘turbulenta’, e conheceu, esta quinta-feira, um novo capítulo no decorrer do encontro da jornada inaugural da fase de grupos, ante a Áustria, disputado na Raiffeisen Arena, em Linz, que culminou numa derrota, por 3-1.
Romano Schmid quebrou o nulo a favor dos homens da casa, à beira do apito para o intervalo, na conversão de uma grande penalidade. A resposta surgiu logo no arranque do segundo tempo, por intermédio de Sayd Abu Farhi, que, na hora de festejar, correu na direção da bandeirola de canto, arrancou-a do relvado e usou-a para simular uma arma de fogo.
O árbitro búlgaro Georgi Kabakov não perdoou, e exibiu ao avançado o segundo cartão amarelo (o primeiro tinha surgido quatro minutos antes) e respetivo vermelho, deixando os visitantes reduzidos a dez unidades. Os anfitriões, por seu lado, aproveitaram e marcaram, já no período de compensação, por Phillipp Mwene e Sasa Kalajdzic.
Natural de Baqa al-Gharbiyye, o jogador de apenas 20 anos de idade deu os primeiros passos no mundo do futebol ao serviço do Maccabi Tel Aviv, clube no qual se manteve, até ao passado mês de setembro (com empréstimos a Kafr Qasim e Maccabi Bnei Raina pelo meio), quando foi vendido ao Colorado Rapids, por perto de cinco milhões de euros.
Segue-se o polémico Israel-República da Irlanda
Israel seguirá, agora, viagem rumo à Hungria, onde irá medir forças com a República da Irlanda, no Nagyerdei Stadion, em Debrecen, pelas 19h45 (hora de Portugal Continental) do próximo domingo. Um encontro que está, também ele, recheado de polémica, neste caso, por conta do conflito com a Palestina.
A controvérsia começou a desenhar-se no início da semana, quando o selecionador adversário, Heimir Hallgrímsson, ao ser confrontado com os repetidos pedidos de boicote ao jogo, respondeu: “Nós não estamos a jogar com o genocídio, nós estamos a jogar contra o genocídio. Nós estamos a jogar contra Israel, não estamos a jogar com Israel”.
Uma tomada de posição que motivou uma pronta reação por parte da própria Federação Israelita de Futebol (IFA), que, em forma de comunicado emitido através das plataformas oficiais, recordou que o país “contribuiu para o mundo e para a humanidade em inúmeros campos, merecendo um impressionante número de Prémios Nobel pelo caminho”.
“Infelizmente, nós ainda não conseguimos encontrar uma cura para a estupidez, a ignorância e a hipocrisia demonstrada pelo selecionador nacional da República da Irlanda. Nós não estamos a jogar com a ignorância, a hipocrisia e a estupidez. Nós estamos a jogar contra o treinador que os personifica”, pode ler-se na ‘fulminante’ nota.
Ora, confrontado com estas palavras, à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que decorre em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América, o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin foi taxativo: “Eu penso que essas são observações inaceitáveis. Deveriam ser retiradas. Israel não pode continuar a negar aquilo que o mundo sabe e aquilo que o mundo percebe”.
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