Qual é o melhor alarme para a casa? A resposta pode não ser aquela que imagina
A evolução da tecnologia veio mudar também a forma como se pensa a proteção das habitações. Já não se trata apenas de detetar uma entrada não autorizada e fazer soar um alarme. Importa perceber o que está a acontecer, confirmar se existe uma situação de risco e, sobretudo, saber o que acontece depois de um alerta.
Em conversa com o Jornal Económico LAB, Ricardo Soares, Diretor de Inovação e Tecnologia da Verisure Portugal, aponta para uma mudança na forma como pensamos a segurança. A tecnologia permite hoje detetar mais e mais cedo, mas esse é apenas o primeiro passo. Por isso, quando se procura o melhor alarme, a questão já não passa apenas pelos dispositivos ou pela tecnologia instalada. O verdadeiro desafio está no que acontece a seguir, isto é, interpretar os sinais, compreender o contexto e transformar informação numa resposta adequada. Porque, perante uma situação de risco, tão importante como detetar é saber como agir.
Monitorização profissional 24 horas por dia
Esta é talvez a pergunta que menos vezes fazemos quando escolhemos um sistema de segurança. Um alerta no telemóvel é útil, mas pode chegar num momento em que não estamos disponíveis para perceber o que se passa. Podemos estar a trabalhar, a conduzir, de férias ou simplesmente a dormir. Receber um alerta é apenas o primeiro passo porque perante uma situação de risco, é essencial contar com uma verificação e reposta em segundos, com capacidade de intervenção rápida. É por isso que a monitorização profissional 24 horas é um dos aspetos a ter em conta. Quando o sistema deteta algo fora do normal, há uma equipa preparada para receber o alerta, verificar a situação e seguir os procedimentos adequados. A questão deixa, assim, de ser apenas “o alarme avisou?” e passa a ser “quem está a acompanhar o que acontece a seguir?”.
Deteção precoce de intrusões
Numa moradia, por exemplo, a proteção não tem necessariamente de começar dentro de casa. As zonas exteriores podem funcionar como primeira linha de proteção, por exemplo com a placa dissuasória, e como a primeira linha de deteção, permitindo identificar movimentos suspeitos ainda no seu exterior. “Para quem vive numa moradia, ter um sistema capaz de vigiar o perímetro da habitação e detetar atividade suspeita ainda no seu jardim representa uma camada adicional de proteção e uma maior capacidade de antecipação”, explica Ricardo Soares. A lógica é simples: quanto mais cedo for identificado um sinal de risco, mais cedo pode começar a ser avaliado o que está a acontecer.
Ricardo Soares, Diretor de Inovação e Tecnologia da Verisure Portugal
Verificação de alarmes através de imagem
É aqui que entra outra diferença importante. Um sensor pode detetar movimento, mas não sabe, por si só, se se trata de uma pessoa que entrou na propriedade ou de uma situação sem qualquer perigo. A possibilidade de recorrer a imagens permite acrescentar esse contexto. As equipas de monitorização podem verificar o que está a acontecer e perceber se existe uma situação que exige intervenção ou se se trata de um falso alarme. Ou seja, entre o momento em que alguma coisa é detetada e aquele em que alguém decide agir, há uma etapa que pode fazer toda a diferença: a verificação.
Controlo remoto através de aplicação móvel
A tecnologia também mudou a forma como acompanhamos a segurança da casa quando estamos longe. Através de uma aplicação, é possível consultar o estado do sistema, receber notificações e gerir determinadas funcionalidades. É uma forma de manter a ligação à habitação mesmo quando estamos fora. Mas há aqui uma distinção importante: poder acompanhar a casa pelo telemóvel não significa ter de estar sempre atento ao que acontece. Com a monitorização profissional, pode sair de casa mais descansado porque sabe que existe uma equipa especializada vai acompanhar que vai acompanhar os alertas, verificar o que está a acontecer e atuar quando necessário.
Resposta rápida em caso de emergência
Depois de verificar uma ocorrência, importa saber como se passa do alerta à ação. É essa capacidade de resposta que deve ser considerada quando se escolhe um sistema de segurança.
“Depois da deteção e verificação de uma ocorrência, a rapidez na articulação com as autoridades competentes ou com os serviços de emergência, como a PSP, o 112 ou os bombeiros, pode revelar-se determinante para minimizar consequências e proteger pessoas e bens”, afirma Ricardo Soares.
Proteção adaptada ao tipo de habitação
Nem todas as casas precisam da mesma proteção. Um apartamento, uma moradia e uma segunda residência têm características diferentes, tal como são diferentes os hábitos de quem nelas vive.
Por isso, vale a pena perceber se o sistema é pensado para a habitação em causa e se a proteção proposta responde às suas necessidades concretas.
Então, qual é o melhor alarme para casa?
A resposta depende da casa e das necessidades de quem a habita. Mas a pergunta pode ser colocada de outra forma: não será mais importante saber o que acontece depois de uma ameaça detetada do que aquilo que acontece no momento em que o alarme dispara?
Para Ricardo Soares, este ponto é decisivo: “Hoje, a diferença não está apenas na tecnologia, mas na forma como essa tecnologia é colocada ao serviço das pessoas”. Um alarme pode detetar uma ocorrência e fazer barulho. Um sistema de segurança monitorizado acrescenta outra dimensão: há quem esteja a acompanhar o alerta, a verificar o que está a acontecer e preparado para agir.
Esta capacidade de resposta ganha particular importância quando a casa está vazia ou quando os moradores não conseguem reagir de imediato. Por isso, a pergunta «qual é o melhor alarme para casa?» não se esgota nas características do equipamento. É importante analisar que proteção existe quando é realmente necessária para que possa viver mais descansado.
Este conteúdo foi produzido em parceria com a Verisure Portugal, Alvará 138C – MA
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