GP Azerbaijão, F1: As estratégias para a corrida
George Russell parte da pole position para o Grande Prémio do Azerbaijão, em Baku, depois de ter superado Charles Leclerc por oito décimos de segundo na qualificação. A corrida deste sábado aponta para uma estratégia de uma paragem, embora os três compostos de pneus continuem a ser opções e o vento possa influenciar o desenrolar da prova.
Quatro construtores ocupam os quatro primeiros lugares da grelha, mas a vantagem de Russell e a utilização inteligente da bateria por parte da Mercedes que impressionou no sábado. Alíás, a Mercedes mostrou rapidez ao longo de todo o fim-de-semana e o britânico confirmou-o a quinta pole position da temporada, enquanto Kimi Antonelli, líder do campeonato, tocou num muro na Q1 e arrancará do 16.º lugar.
A Pirelli apresenta em Baku uma escolha de compostos um nível mais dura do que no ano passado, uma vez que o C6 deixou de existir. Ainda assim, a reduzida degradação e o baixo desgaste tornam provável uma corrida com apenas uma paragem, sobretudo com os C4 e C5, também utilizados na prova anterior.
Todos os pilotos qualificados nos dez primeiros lugares, à excepção de Carlos Sainz, conservaram pelo menos um jogo novo de pneus macios. A combinação médios-macios surge como a principal opção, com uma janela de paragem entre as voltas 26 e 32.
“Para a corrida, tendo em conta a baixa degradação, o pouco desgaste e o bom desempenho do composto macio, esperamos que as equipas escolham as opções mais macias: uma estratégia de uma paragem, que poderá ser médio-macio ou macio-médio”, explicou Dario Marrafuschi, director da Pirelli Motorsport. “Depende realmente da forma como os carros querem gerir o início da corrida e de como sentem o aquecimento dos pneus.”
O aquecimento dos pneus tem causado dificuldades ao longo do fim-de-semana. Na qualificação, foram frequentes as voltas de preparação, e os pilotos também sentiram dificuldade em fazer subir a temperatura dos pneus no início dos períodos mais longos em pista.
Arrancar com pneus macios costuma reduzir a flexibilidade estratégica face aos médios, mas a durabilidade observada em Baku torna a opção macios-médios mais viável. Essa sequência antecipa a janela ideal de paragem para as voltas 18 a 24 e poderá ganhar relevância se a qualidade dos arranques influenciar a disputa pelos lugares do pódio.
O composto duro continua a ser uma alternativa. A estratégia macios-duros aponta para uma paragem entre as voltas 16 e 22; na opção médios-duros, a janela situa-se entre as voltas 21 e 27. Uma entrada antecipada do Safety Car poderá levar alguns pilotos a montar pneus duros e tentar chegar ao fim sem nova paragem.
Essa escolha tem, contudo, um risco caso surja outro Safety Car numa fase tardia: manter a temperatura de pneus duros já usados poderá ser difícil. Antonelli, por partir de 16.º, seria um candidato habitual a arrancar com duros, mas a longevidade dos médios e macios reduz a vantagem dessa alternativa em Baku.
A corrida deverá decorrer em piso seco, com períodos de sol e nuvens, temperatura ambiente próxima dos 25 °C e temperatura da pista à volta dos 40 °C. O vento, que já criou dificuldades aos pilotos durante o fim-de-semana, deverá ser um pouco menos intenso no sábado: prevê-se que sopre de nordeste a cerca de 20 km/h, com rajadas até 30 km/h.
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