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João Félix nega rótulo de “traidor” e fala do Benfica: “Não me arrependo”

João Félix nega rótulo de “traidor” e fala do Benfica: “Não me arrependo”

João Félix concedeu uma extensa entrevista à edição deste domingo do jornal espanhol As, na qual abordou diversos temas, começando, desde logo, pela saída do Benfica rumo ao Atlético de Madrid, no verão de 2019, a troco de uma verba de mais de 120 milhões de euros, quando tinha apenas 18 anos de idade.
 
“Bem, não me arrependo, obviamente que não. Tive momentos muito lindos, muito importantes, no Atleti. É claro que teria gostado que as coisas tivessem corrido melhor, mas o futebol é isso, é o crescimento como futebolista. Serviu-me para crescer, aprender, mas não, obviamente, não me arrependo de ter saído tão cedo”, começou por afirmar.
“Fomos campeões, num dos anos, com uma temporada muito boa. É o futebol. Às vezes, as coisas saem, mas, noutras, não. Como eu sempre disse, nunca deixei de tentar fazer o melhor para mim e para a equipa. Tentei ajudar, quando podia, e, se as coisas não saíram, então, não saíram, mas é claro que gostaria de ter rido momentos mais altos”, acrescentou.
“Teria sido o maior traidor do futebol”
João Félix virou, de seguida, baterias para a passagem pelo Barcelona, em 2023/24: “Não vencemos nada, mas simplesmente jogar no Barcelona já me deixou muito feliz. Obviamente que ir por empréstimo não é o mesmo que em definitivo. Sendo jogador do clube, tudo é diferente. Num ano, tudo pode acontecer, estar muito bem ou muito mal, alto ou baixo, mas estou muito feliz por ter vestido a camisola do Barça, que era um sonho de criança meu, do meu pai e do meu irmão. Foi um orgulho”.
Questionado quanto ao facto de lhe faltar apenas representar o Real Madrid (equipa, agora, orientada pelo compatriota José Mourinho) para cumprir o ‘triunvirato’ nos maiores clubes do futebol espanhol, o internacional português foi perentório: “Teria sido o maior traidor do futebol. Não, não, não. Gostei muito de estar no Barcelona. Bem, sim, faltou-me o Real Madrid, mas estou orgulhoso de ter jogado no Barcelona”.
“Mourinho é português, mas eu não o conheço, nunca coincidi com ele. Barcelona, Real Madrid ou Atlético de Madrid são equipas que as pessoas gostam de ver, mas é claro que eu vejo mais o Barcelona”, completou.
A promessa a Cristiano Ronaldo
A terminar, o avançado falou sobre como é jogar com Cristiano Ronaldo, por Portugal e Al Nassr, e não escondeu que gostaria de ser o responsável pela assistência do 1.000.º golo da carreira do compatriota: “Já pensei nisso. Quando lhe faltar um, cada vez que eu tiver a bola, vou olhar para ele, para perceber se posso dar-lhe o passe. Esse golo vai ficar na história do futebol, e estar lá seria um momento espetacular”.
“É uma coisa que pouca gente no futebol pode dizer que chegou a fazer [jogar com CR7]. A mim, calhou-me, aqui, na seleção, e, agora, no Al Nassr. É um orgulho, a verdade é essa. Crescemos a ver o Cristiano sendo o nosso ídolo, sendo uma referência, e, agora, posso partilhar momentos com ele”, refletiu.
“Inclusive, o campeonato do ano passado foi muito especial. Poder ajudar o Cristiano a alcançar aquele título por que procurava desde que chegou… Há que desfrutar ao máximo, porque já sabemos que não vai ficar para sempre, mas, enquanto estiver, lá estaremos”, concluiu.
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