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BCE confirma que Schnabel troca o banco pela FMI a partir de janeiro

BCE confirma que Schnabel troca o banco pela FMI a partir de janeiro

Isabel Schnabel, uma das membros mais influentes e com opções de política monetária mais agressivas do Conselho de Governadores do Banco Central Europeu (BCE), irá abandonar o cargo na instituição para abraçar novo papel no Fundo Monetário Internacional (FMI).
A notícia foi confirmada pelo próprio BCE, que assim põe fim a meses de especulação sobre o futuro da economista. Schnabel era uma das figuras na calha para deixar a autoridade monetária europeia em breve, sendo noticiado no passado recente a probabilidade de se juntar ao FMI.
O seu mandato termina no próximo ano e, segundo o BCE, Schnabel abandonará o BCE no início do ano, em janeiro. No Fundo, a economista alemã irá trabalhar como conselheira financeira e diretora do departamento monetário e de mercados de capitais.
Além da economista, o futuro da presidente Christine Lagarde tem sido frequentemente debatido em público, com várias notícias a especularem sobre se cumprirá o seu mandato até ao fim, no próximo ano. A advogada de formação tem sido associada a uma mudança para o Fórum Económico Mundial ou a um regresso à vida política ativa em França, onde se realiza uma importante eleição presidencial no próximo ano, na qual a extrema-direita de Marine Le Pen vai liderando as sondagens.
Lagarde, de 70 anos, já foi ministra da Economia, Finanças e Indústria de França no governo de François Fillon, entre 2007 e 2011. Além disso, foi também diretora-geral do FMI aquando do resgate à economia portuguesa.
Segundo várias publicações, os chefes de governo europeus têm alguma urgência em definir um sucessor para Lagarde e até final do ano, face à elevada probabilidade de o seu mandato não ser cumprido até ao fim. Dadas as habituais tensões entre blocos, é expectável que, tanto Berlim, como Paris queiram ter parte ativa no processo de nomeação.
Também o economista-chefe Philip Lane tem o futuro em aberto, dado que o seu mandato expira em 2027, e é mais uma figura de proa da autoridade monetária europeia que será substituído.

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