‘Funflation’: divertir-se está a ficar mais caro
O custo da diversão está a ficar mais caro nos Estados Unidos, conforme aponta um estudo do Bank of America, divulgado no domingo 27 de setembro pela CNBC, levando a um crescimento da ‘funflation’ em 7,9% em agosto, face ao ano anterior. Mas isto não tem assustado os consumidores que continuam a gastar em atividades que consideram divertidas.
A análise do Bank of America refere que os consumidores estão a gastar dinheiro com passatempos que incluem por exemplo lojas de artesanato, aquisição de equipamentos para ski, trilhos, campismo, ou mergulho. Os dados indicam que o crescimento da ‘funflation’ em 7,9%, em agosto, representa mais do dobro do crescimento das transações reais, que subiram 3,4%, no mesmo mês, face ao ano anterior. Ou seja os consumidores estão a comprar mais e a gastar mais com artigos ligados a passatempos.
A CNBC baseando-se em dados do Departamento de Estatística do Trabalho salienta que a inflação na recreação, que inclui vídeo e áudio, animais de estimação e serviços para animais, artigos desportivos, fotografia e leitura recreativa, aumentou 2,7% nos 12 meses até agosto. As vendas em lojas de artigos desportivos, passatempos, instrumentos musicais e livros subiu 10,7% nos 12 meses até agosto.
“Quando os preços sobem, os consumidores podem substituir as atividades. Mais passatempos em casa podem substituir as viagens de férias. Mais comida feita em casa pode substituir as refeições fora de casa. Portanto, as pessoas podem estar a gastar mais em passatempos, mas a gastar menos noutras atividades que esses passatempos estão a substituir”, referiu o professor de economia da Universidade de Nottingham, John Gathergood, citado pela CNBC.
A análise do Bank of America diz ainda que os dados dos cartões da instituição bancária indicam que o crescimento dos gastos com passatempos pode-se dever às pessoas estarem a compensar “uma mudança em relação às viagens por causa dos preços mais elevados dos combustíveis”. Os dados do Departamento de Estatística do Trabalho adiantam que os preços dos bilhetes de avião nos Estados Unidos subiram 26,5% face ao ano anterior.
“Ao adiar as viagens ao estrangeiro, os consumidores podem libertar quantias consideráveis de dinheiro para gastar em passatempos em casa”, acrescentou John Gathergood.
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