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Governo critica medidas de Bruxelas e pede apoios concretos na energia

Governo critica medidas de Bruxelas e pede apoios concretos na energia

O Governo criticou hoje as recomendações feitas pela Comissão Europeia e exige medidas concretas para ajudar a combater a crise energética.
“Esperamos que a Europa seja mais interveniente nesta crise, como foi na invasão da Ucrânia em 2022, em várias dimensões, uma delas nas ajudas e a outra na coordenação das medidas que são feitas a nível dos Estados-membros, para preservar a integridade do mercado interno e reduzir os problemas de concorrência. Isso foi feito em 22 e esperamos que a Comissão tenha a mesma atitude”, disse a ministra do Ambiente e da Energia esta segunda-feira, 28 de setembro, em Bruxelas.
Maria da Graça Carvalho adiantou que o preço elevados dos combustíveis “vai estar em discussão”, assim como o “preço da energia em geral” no Conselho Europeu, de onde “poderão sair conclusões importantes”.
Sobre as medidas recomendadas pela Comissão Europeia numa carta enviada aos estados-membros no dia 25 de setembro, considera que falhou o alvo por estar focado em “metas relacionadas com a eletricidade”, onde Portugal “não tem grandes problemas”, devido ao peso das energias renováveis.
“Metas de redução do consumo da eletricidade, e como é sugerido na carta, da iluminação pública, para Portugal não faz sentido, não é isso que nos vai ajudar e pode causar outros problemas. O que eu chamei a atenção é que, porque eu sei que a Comissão está a preparar um conjunto de medidas, tenham atenção às diferentes situações dos diferentes países, não é na eletricidade que nós estamos com problemas, é, essencialmente, no preço da gasolina, do gás óleo, do jet, é aí que é o nosso problema. E agora começa a ser no gás também”, defendeu Maria da Graça Carvalho.
“Mas é sempre crucial realçar a realidade do nosso país. Conseguimos proteger bastante o nosso preço da eletricidade, porque já fizemos muito o nosso trabalho de ter muitas renováveis, mas estamos a sofrer muito na questão do preço dos combustíveis, porque esta crise é essencialmente uma crise do preço dos combustíveis que afetam toda a sociedade”, acrescentou.
“A proposta portuguesa, o que temos feito até aqui, é atuar no ISP e depois ajudar os setores mais vulneráveis e os setores que têm o potencial de passar esse aumento dos preços para o custo de vida em geral”, afirmou aos jornalistas em declarações em Bruxelas.

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