EUA: Confiança dos consumidores cai abruptamente em setembro para mínimos de 2014
A confiança dos consumidores norte-americanos caiu a pique em setembro, com cada vez mais famílias a citarem preocupações com o impacto da inflação no seu dia-a-dia. Pela primeira vez na história do inquérito realizado pelo Consumer Board – ou seja, nos últimos quatro anos –, o número de pessoas a reportarem uma má situação financeira superou as que se consideram bem.
O índice publicado esta terça-feira caiu para 81,9 pontos, uma queda de 6,7 em relação à leitura anterior e consideravelmente abaixo dos 89 pontos projetados pelo Dow Jones e citados pela CNBC. Além do índice nominal, o subindicador referente à situação atual caiu 7,9 pontos para 109,3, enquanto o das expectativas a seis meses recuou 5,9 pontos para 63,6.
Esta leitura constitui novo mínimo desde 2014, sublinhando o impacto que a atual subida nos preços está a ter na bolsa dos norte-americanos. É também a primeira vez que as perspectivas dos consumidores das condições atuais estão em terreno negativo desde 2024, destacou a economista-chefe do Consumer Board, Dana Peterson.
“As referências [nas respostas dos inquiridos] a preços, o elevado custo dos serviços e bens, sobretudo da gasolina e gás, subiram a novos níveis em setembro, refletindo o disparo nos custos da energia em setembro”, afirmou.
A inflação é a principal responsável por esta evolução, dado o impacto que está a ter nas finanças pessoais de inúmeros norte-americanos que veem o seu rendimento desvalorizado pela subida generalizada de preços. Por outro lado, o mercado laboral também começa a dar algumas dores de cabeça às famílias, naquele que vinha sendo até agora o ponto mais positivo da maior economia do mundo.
O diferencial entre os inquiridos que consideram que os postos de trabalho são “abundantes” e aqueles que os classificam como “difíceis de obter” também se deteriorou, caindo 2,5 pontos percentuais (pp) para apenas 1,7%. Este valor costuma ser tomado como um indicador relevante da saúde do mercado laboral nos EUA.
Ao mesmo tempo, as expectativas da inflação também saltaram, com a média das respostas agora em 6,1%, uma subida de 0,3 pp em relação à leitura mais recente.
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