Suécia: centro-esquerda desiste de formar governo
A líder social-democrata sueca Magdalena Andersson, que ganhou as eleições realizadas há pouco mais de uma semana, abandonou formalmente os seus esforços para a formação de um novo governo. O anúncio foi feito pela própria na segunda-feira, 28 de setembro de 2026, após constatar que não dispõe das condições políticas e dos apoios necessários para avançar.
O impasse deveu-se sobretudo a dois fatores fundamentais. O primeiro deles tem a ver com a falta de consensos à esquerda: Andersson não conseguiu conciliar, numa mesma aliança ou plataforma de apoio, as exigências ideologicamente distantes dos centristas e da esquerda radical. Por outro lado, o partido de esquerda anunciou o seu apoio ao candidato do Partido Moderado (o conservador e atual primeiro-ministro interino, Ulf Kristersson) para a presidência do Parlamento, alterando a dinâmica de blocos no hemiciclo.
Apesar de o Partido Social-Democrata e o seu bloco alargado terem terminado as eleições legislativas de setembro como a força política mais votada (com 176 mandatos face aos 173 da direita), Andersson reconheceu publicamente que, “no atual estado de coisas, não me é possível formar um governo”.
Com esta desistência, a líder da oposição devolveu o mandato ao presidente do Parlamento (Riksdag), Andreas Norlén. Espera-se agora que o presidente da assembleia consulte os líderes dos restantes partidos políticos para indigitar um novo candidato a formar governo. O mais provável, segundo a imprensa sueca, é que Ulf Kristersson, líder do segundo maior partido, seja convidado a apresentar um governo ao parlamento.
Apesar de o Partido Social-Democrata e o seu bloco alargado terem terminado as eleições legislativas de setembro como a força política mais votada (com 176 mandatos face aos 173 da direita), Andersson reconheceu publicamente que, “no atual estado de coisas, não me é possível formar um Governo”.
Com esta desistência, a líder da oposição devolveu o mandato ao presidente do Parlamento (Riksdag), Andreas Norlén. Espera-se agora que o presidente da assembleia consulte os líderes dos restantes partidos políticos para indigitar um novo candidato a formar governo, sendo o nome de Ulf Kristersson o cenário mais provável.
Kristersson apresentou formalmente a sua demissão no dia 17 de setembro de 2026, depois de forte pressão nesse sentido vinda da parte dos social-democratas –logo após a confirmação de que o seu bloco de direita tinha perdido as eleições legislativas por uma margem curta para o centro-esquerda. ‘Arrisca-se’ agora a voltar ao lugar que tinha antes das eleições.
Na Suécia está a valer a frase famosa do socialista espanhol Pedro Sánchez (dita para o caso de Espanha): no país escandinavo, a esquerda perde mesmo quando ganha.
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