Fábrica de drones indianos em Portugal vale 50 milhões
Uma empresa portuguesa e uma indiana fecharam o acordo para construir uma fábrica de drones em Portugal.
O Jornal Económico já tinha revelado em maio a parceria para a instalação desta unidade industrial no nosso país.
O acordo prevê um investimento inicial de seis milhões de euros que poderá chegar aos 50 milhões de euros nos próximos anos.
A ideia é produzir drones da indiana Flying Wedge Defence and Aerospace (FWDA) em Portugal que inclui drones usados em missões de vigilância, defesa aérea e aplicações civis como agricultura de precisão.
Um deles é o Kaalbhairav que está focado em mísseis de longo alcance: pode transportar até 30 kg com uma autonomia entre as 10 a 17 horas, podendo atingir distâncias de 1.500 km, com uma autonomia operacional de 150km.
A companhia portuguesa Sketchpixel/KEYDEF vai ficar responsável pela parte da eletrônica e da inteligência artificial destes sistemas.
O país foi escolhido para que os equipamentos saiam da fábrica com certificação NATO, que é chave para poder vender os drones nos países da Aliança Atlântica.
A localização da fábrica ainda não está fechada, com a empresa portuguesa agora a avaliar as “condições oferecidas por diferentes municípios, incluindo terrenos, infraestruturas, incentivos e acesso a talento qualificado, antes de fixar o investimento”. O projeto deverá empregar 50 trabalhadores, revelou o JE anteriormente.
A FWDA entra assim, através de Portugal, nos mercados da União Europeia e da NATO.
“Este acordo transforma uma relação de confiança numa fábrica. Portugal passa a produzir, numa parceria que junta engenharia e conhecimento portugueses e indianos, sistemas que vão ser vendidos no mundo inteiro”, disse Miguel Abreu, CEO da Sketchpixel e Diretor da KEYDEF.
A FWDA, sediada em Bengaluru, tem em curso a estratégia ‘Operation 777’ com o objetivo de expandir a sua operação global, com o plano de instalar sete centros de produção para chegar a 77 países.
Miguel Abreu revelou ao JE em maio estar em negociações com entidades da Europa, África, Ásia e América do Sul para a venda dos drones.
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