BMW corta 20% dos cargos de alta direção
A BMW, gigante alemã do setor automóvel, anunciou esta quarta-feira, 30 de setembro, que pretende simplificar as suas estruturas de direção e depender mais da inteligência artificial (IA) para se adaptar rapidamente às mudanças do mercado global, com um corte de 20% no número de “divisões e funções de gerência associadas” até meados de 2027.
A medida afeta inicialmente os chefes de divisão de nível superior, embora o impacto também venha a ser sentido em níveis inferiores. Contudo, o grupo com sede em Munique afirmou que a mudança não está relacionada a uma redução em larga escala do quadro de funcionários.
No início deste ano, a BMW anunciou um programa de demissão voluntária em todas as áreas, exceto na produção. A força de trabalho global será reduzida em cerca de oito mil pessoas, segundo fontes da empresa, com muitos cortes de vagas provavelmente na área administrativa, bem como em pesquisa e desenvolvimento na Alemanha.
O diretor executivo, Milan Nedeljkovic, afirmou, citado pela imprensa germânica, que a estrutura organizacional da BMW em Munique é “simplesmente grande demais” e precisa de se tornar mais enxuta e ágil. A produção na Alemanha, por outro lado, está bem aproveitada e, portanto, foi excluída do programa de demissões.
Nedeljkovic afirmou que o principal desafio é reduzir os custos a um nível que permita à empresa competir no mercado mundial com preços competitivos e margens correspondentes. Em particular na China, a BMW pretende dar maior ênfase à regionalização – no desenvolvimento, na produção e no fornecimento – tanto para reduzir os custos de produção como para atender às preferências específicas dos clientes chineses.
“O modelo de importação de veículos de outros países para a China será descontinuado no início da próxima década”, afirmou a empresa recentemente. A BMW disse que está a analisar a possibilidade de exportar da China para os mercados do Sudeste Asiático.
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