Governo aprova aumento de 50 euros no complemento solidário para idosos
O primeiro-ministro anunciou hoje um aumento de 50 euros no complemento solidário para idosos (CSI) em 2027, para os 720 euros.
Aos jornalistas, no final do Conselho de Ministro realizado na cidade da Guarda, o primeiro-ministro disse que “o aumento será de 50 euros e, portanto, o valor de referência passará para 720 euros”.
O programa do Governo prevê atingir em 2029 os 870 euros, sendo que, atualmente, está nos 670 euros, valor que vai aumentar para os 720 euros em 2027.
“Hoje, que é Dia internacional da Pessoa Idosa, dizer que do Orçamento de Estado (OE) estará integrada a decisão de aumentarmos pela quarta vez o valor de referência do complemento solidário para idosos”, anunciou Luís Montenegro.
Ou seja, “representa um aumento significativo face ao valor que estava vigente em abril de 2024”, quando o Governo iniciou funções, lembrando que, na altura, o valor de referência era de 550 euros.
O primeiro-ministro disse ainda que o Governo “continua a contar com a participação e vida ativa” das pessoas “jovens há mais tempo” nas missões que o executivo tem para “tornar o país mais próspero, mais justo”.
“Um país onde a qualidade e o bem estar possam estar disponíveis para todos, independentemente do segmento etário e das localizações dos lares e das residências da comunidade”, acrescentou.
Esse “espírito de coesão territorial”, justificou Luís Montenegro, foi o que levou o executivo a reunir na Guarda, para “interagir com os presidentes das Câmaras Municipais do distrito, com quem o executivo tem um almoço de trabalho.
O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, também falou aos jornalistas no final do Conselho de Ministros para aprofundar detalhes do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) que foi o tema principal da reunião.
Questionado sobre os apoios do Governo às famílias e empresas que estão previstos para o futuro, Castro Almeida reforçou o anúncio de Luís Montenegro, assumindo que têm sido tomadas medidas de “apoio às famílias mais expostas” à crise.
“O Governo tem vindo a tomar essas medidas dentro do limite, perfeitamente assumido, que é o de não desequilibrar as contas públicas. O Governo deu provas, recentemente, quando afetamos 800 milhões de euros para aumentar as reformas mais baixas e 400 ME para baixar os impostos até ao sexto escalão”, argumentou.
Neste sentido, Castro Almeida assumiu que “há vontade de apoiar as famílias com maiores dificuldades sem por em causa o equilíbrio das contas públicas, que é um bem essencial para as famílias e as empresas também”, reforçou.
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