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PSI sobe 2,4% em setembro e 17% desde o início do ano. BCP lidera no mês e Galp no ano

PSI sobe 2,4% em setembro e 17% desde o início do ano. BCP lidera no mês e Galp no ano

O índice PSI encerrou setembro com uma valorização mensal de 2,4%, para 9.666,8 pontos, prolongando a tendência positiva registada em agosto e mantendo um desempenho superior ao dos principais mercados acionistas internacionais, segundo uma análise da Maxyield.
O índice bolsista português atingiu em setembro a cotação de fecho mensal mais elevada de 2026 a 28 de setembro, quando atingiu os 9.712,4 pontos, e registou no dia seguinte a cotação máxima anual de negociação bolsista, nos 9.759,1 pontos.
Desde o início do ano, o PSI acumula uma valorização de 17%, enquanto a subida homóloga, face a setembro de 2025, se fixou em 21,5%. O desempenho do mercado português compara com uma queda mensal de 1,4% do índice global MSCI World, que, ainda assim, acumula uma valorização de 10,6% desde o início do ano.
Também o referencial europeu STOXX 600 terminou setembro em terreno negativo, com uma descida mensal de 2,5%, apresentando uma valorização de 7,2% desde o início do ano. A evolução do PSI foi, assim, superior à dos principais índices europeus e ao desempenho global dos mercados acionistas.
A recuperação do PSI em setembro ocorreu também num contexto de retoma dos montantes médios diários transacionados, depois das quedas registadas entre junho e agosto.
BCP lidera ganhos mensais
Entre as empresas que integram o PSI, nove registaram uma subida das cotações em setembro e sete terminaram o mês em queda. O BCP liderou os ganhos, com uma valorização de 8,6%, seguido pela Mota-Engil, com 7,4%, e pela NOS, com 7%.
A Sonae valorizou 5%, a Galp subiu 4,9%, a Teixeira Duarte avançou 4,1% e a EDP ganhou 3,5%. A REN e a Corticeira Amorim registaram aumentos mais moderados, de 1,4% e 1,1%, respetivamente.
Do lado negativo, os CTT registaram a maior descida mensal, de 6,3%, seguidos pela EDP Renováveis, com uma queda de 5,8%, e pela Semapa, que recuou 4%. A Ibersol perdeu 3,8%, a Navigator caiu 1,2%, a Jerónimo Martins desvalorizou 0,4% e a Altri recuou 0,3%.
A Maxyield destaca que o PSI terminou o mês na parte superior da faixa entre os 9.000 e os 10.000 pontos, atingida em fevereiro, em níveis que remetem para valores observados há cerca de 18 anos. A atual fase de crescimento do índice começou em 2020 e prolonga-se há seis anos.
Galp lidera desempenho desde o início do ano
Desde o início do ano, 12 das 16 empresas acompanhadas no PSI apresentam uma evolução positiva. A Galp lidera os ganhos, com uma valorização de 53,5%, seguida pelo BCP, com 35,6%, pela NOS, com 34%, e pela Sonae, com 30,6%.
A EDP valorizou 23,7%, a REN subiu 10,6%, a Corticeira Amorim avançou 7,4% e a EDP Renováveis ganhou 6,9%. A Altri apresenta uma subida de 3,9%, a Mota-Engil de 3,1%, a Navigator de 2,2% e a Ibersol de 0,1%.
Em sentido contrário, a Teixeira Duarte acumula uma descida de 22,2% desde o início do ano. Os CTT recuam 17,3%, a Jerónimo Martins perde 11,5% e a Semapa desvaloriza 2,6%.
A Maxyield salienta a evolução robusta da Galp, do BCP, da NOS, da Sonae e do setor energético, enquanto identifica desempenhos mais frágeis na Teixeira Duarte, nos CTT e na Jerónimo Martins.
PSI Geral sobe 2,4%
O PSI Geral, que inclui as empresas do PSI e 14 sociedades cotadas no chamado segundo mercado, avançou também 2,4% em setembro. Desde o início do ano, o índice acumula uma valorização de 22,2%.
O segundo mercado é constituído sobretudo por empresas de menor capitalização bolsista, com níveis reduzidos de free float. A Maxyield assinala que este segmento tem vindo a perder empresas ao longo dos últimos anos, tendência agravada em setembro com a saída da Vista Alegre do mercado regulamentado.
Mercados internacionais em queda
O comportamento dos mercados internacionais foi globalmente negativo em setembro. Nos Estados Unidos, a evolução foi mista: o S&P 500 recuou 0,5%, enquanto o Nasdaq Composite avançou 1,9%. Desde o início do ano, os dois índices acumulam valorizações de 11,8% e 15,6%, respetivamente.
O Russell 2000, representativo das empresas norte-americanas de menor capitalização, perdeu 5,4% em setembro, embora mantenha uma valorização de 12,7% desde o início do ano.
Nos mercados asiáticos predominou igualmente uma evolução negativa. O Shanghai Composite caiu 3,6%, o Hang Seng perdeu 3,7%, o TOPIX recuou 1,1%, o S&P/ASX 200 desvalorizou 3,2% e o índice indiano Nifty 50 caiu 6,1%. O Kospi sul-coreano foi uma exceção, com uma subida mensal de 0,3%. Desde o início do ano, o Kospi apresenta uma valorização de 62,3%, enquanto o TOPIX sobe 20,5%. Em sentido contrário, o Nifty 50 recua 13,4%, o Hang Seng perde 4% e o Shanghai Composite desce 3,1%.
O índice MSCI Emerging Markets caiu 1% em setembro, mas acumula uma valorização de 21,2% desde o início do ano.
O índice espanhol IBEX 35 recuou 2,7% em setembro e apresenta uma valorização de 12,2% desde o início do ano. Segundo a Maxyield, o mercado espanhol registou uma performance mensal e desde o início do ano inferior à do PSI.
Na Europa, os índices italiano FTSE MIB, alemão DAX, britânico FTSE 100, francês CAC 40 e espanhol IBEX 35 acompanharam a tendência negativa do STOXX 600 em setembro. Desde o início do ano, o PSI mantém-se acima dos mercados francês, alemão, britânico, espanhol e italiano, de acordo com a análise.
Na Polónia, o WIG 20 contrariou a tendência dominante e subiu 4% em setembro, acumulando uma valorização de 31,3% desde o início do ano.
Menos posições de venda a descoberto
No final de setembro, apenas três empresas do PSI estavam abrangidas por posições de venda a descoberto superiores a 0,5% do capital social: a Mota-Engil, com 1,5%, o BCP, com 1,7%, e a Ibersol, com 0,5%.
A NOS, a Navigator, a Altri e a Teixeira Duarte deixaram de estar abrangidas por posições de short selling acima daquele limiar.

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