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Rendas sobem 6,1% em setembro e Lisboa mantém-se como a cidade mais cara

Rendas sobem 6,1% em setembro e Lisboa mantém-se como a cidade mais cara

Alugar casa está mais caro. As rendas das casas em Portugal voltaram a acelerar em setembro. Os preços pedidos pelos proprietários aumentaram 6,1% face ao mesmo mês do ano passado, naquele que é já o terceiro mês consecutivo de subida, segundo o índice de preços do idealista.

No final de setembro, arrendar uma casa custava, em termos medianos, 18,3 euros por metro quadrado, embora as diferenças entre cidades, distritos e regiões continuem significativas.
Entre as capitais de distrito analisadas, Aveiro protagonizou a maior subida, com os preços a avançarem 22,1% num ano. Seguiram-se Viana do Castelo, com 17,5%, Bragança, com 12,6%, e Évora, com 9%.
Lisboa registou igualmente uma subida expressiva, de 8,8%, enquanto Santarém avançou 8,5% e o Funchal 7,4%.
Nem todas as cidades acompanharam, contudo, a tendência nacional. Faro registou a maior queda anual, de 12,6%, seguindo-se Coimbra, onde as rendas recuaram 5,9%, e o Porto, com uma descida de 4,4%.
Lisboa continua destacada nos preços
Apesar das diferenças na evolução das rendas, Lisboa continua sem concorrência no topo da tabela das cidades mais caras.
Na capital, o preço mediano pedido para arrendar uma casa atingiu 25,1 euros por metro quadrado. O Porto aparece em segundo lugar, mas já a uma distância considerável, com 19 euros por metro quadrado. O Funchal ocupa a terceira posição, com 16,8 euros.
Faro, apesar da queda registada no último ano, continua entre as cidades mais caras, com 14,8 euros por metro quadrado. Seguem-se Aveiro, com 14,4 euros, Setúbal, com 13,7 euros, e Coimbra, onde o valor mediano se situa nos 12,8 euros.
No extremo oposto encontra-se Castelo Branco, a capital mais barata para arrendar, com 7,3 euros por metro quadrado. Vila Real, com 7,7 euros, e Bragança, com 7,9 euros, permanecem igualmente entre os mercados mais acessíveis.
A diferença entre os extremos ajuda a ilustrar a forte assimetria do mercado: arrendar um metro quadrado em Lisboa custa mais de três vezes o valor pedido em Castelo Branco.
Faro lidera aumentos entre os distritos
O retrato altera-se quando a análise deixa as cidades e passa para os distritos e ilhas.
Neste caso, Faro lidera as subidas, com um aumento anual de 15,2%, apesar de a cidade de Faro ter registado uma queda de 12,6%. Aveiro surge logo depois, com uma valorização de 14,5%, seguido de Bragança, com 14,1%.
Também Guarda, Leiria e Lisboa apresentaram aumentos relevantes, respetivamente de 12,3%, 11,2% e 9,8%.
Dos 19 distritos e ilhas analisados, os preços aumentaram em 14 e diminuíram em cinco. Vila Real registou a maior queda, de 18,6%, seguindo-se Coimbra (-4,5%), Porto (-4,3%), Portalegre (-1%) e Castelo Branco (-0,6%).
Lisboa permanece igualmente no topo quando se compara o preço absoluto dos distritos. O valor mediano atinge 22,8 euros por metro quadrado, acima dos 20,8 euros de Faro e dos 16,3 euros do Porto.
Na outra ponta da tabela está a Guarda, com 6,2 euros por metro quadrado, o valor mais baixo entre os mercados analisados.
Algarve e Alentejo com maiores subidas regionais
A nível regional, seis das sete regiões analisadas registaram aumentos das rendas no último ano.
O Algarve lidera, com uma subida de 15,2%, seguido do Alentejo, onde os preços aumentaram 14,1%. A Região Autónoma dos Açores registou uma valorização de 12,2%, enquanto na Área Metropolitana de Lisboa o avanço foi de 9,3%.
Madeira e Centro apresentaram aumentos de 7,8% e 6,1%, respetivamente.
A única exceção foi o Norte, onde os preços pedidos para arrendamento recuaram 5,3% em termos homólogos.
Ainda assim, é na Área Metropolitana de Lisboa que arrendar continua a pesar mais no orçamento. O valor mediano chega aos 22 euros por metro quadrado, superando os 20,8 euros do Algarve.
Seguem-se a Madeira, com 15,9 euros, e o Norte, com 14,7 euros. Alentejo, Açores e Centro apresentam valores entre 10,7 e 11,7 euros por metro quadrado.
Índice passou a excluir arrendamento sazonal
Os números resultam do índice de preços imobiliários do idealista, cuja metodologia foi recentemente atualizada para procurar refletir com maior precisão o mercado residencial.
Entre as alterações está a identificação e exclusão de anúncios relativos a arrendamento sazonal ou de férias, bem como um reforço da deteção estatística de preços considerados anómalos.
O índice utiliza os preços de oferta publicados pelos anunciantes, calculados a partir dos metros quadrados construídos, e apresenta como resultado a mediana dos anúncios considerados válidos em cada mercado.
A metodologia foi aplicada retroativamente à série histórica, permitindo manter a comparação entre os diferentes períodos.

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