Barclays eleva preço-alvo da Galp para 28 euros e mantém recomendação de compra
O Barclays reviu em alta o preço-alvo da Galp Energia, de 26 euros para 28 euros por ação, mantendo a recomendação de compra para os títulos da petrolífera portuguesa.
Com esta revisão, o banco britânico coloca-se entre os mais otimistas do mercado face à cotada nacional. Segundo a Bloomberg, o preço-alvo médio atribuído pelo conjunto dos analistas que acompanham a Galp situa-se nos 23,47 euros por ação.
Em bolsa, o dia foi de ganhos para o setor na Europa, com a Eni a subir 0,91%, a Repsol a subir 0,52%, a Shell a avançar 0,35% e a TotalEnergies a subir 1,80%. Neste contexto, a Galp destacou-se, tendo fechado a subir 1,66%.
A impulsionar o sentimento esteve também a notícia de que a Eni e a Repsol estão a considerar vender parte da sua participação no gigante campo de gás natural Perla, ao largo da costa da Venezuela. As duas parceiras, que detêm 50% cada uma do projeto offshore, estão a avaliar a entrada de investidores externos para trazer mais fundos e ajudar a desenvolver o campo, segundo fontes próximas do processo que pediram para não serem identificadas. Eni e Repsol recusaram comentar.
A Venezuela, que detém vastas reservas de petróleo, possui também depósitos muito grandes de gás, mas atualmente não o exporta. No mês passado, o país e os Estados Unidos anunciaram parcerias com grandes petrolíferas, incluindo a Chevron, a GE Vernova e a Eni, com o objetivo de aumentar a produção de crude.
Em paralelo, a Eni e a Repsol assinaram um acordo com Caracas para começar a exportar gás a partir do país até ao final de 2031, procurando relançar o esforço há muito paralisado de expandir a produção de Perla. O objetivo é mais do que duplicar a produção do campo no Golfo da Venezuela e exportar o combustível como gás natural liquefeito a partir de um terminal flutuante, noticiou a Bloomberg no início deste ano.
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