Preços na produção de Serviços desce para os 3,2% no segundo trimestre
O Índice de Preços na Produção de Serviços (IPPS) teve uma variação homóloga de 3,2%, no segundo trimestre, uma quebra de 0,8 pontos percentuais (p.p.) face ao trimestre anterior, de acordo com os dados divulgados esta terça-feira 6 de setembro pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Ao nível da taxa de variação homóloga total, que se fixou nos 3,2%, os dados indicam que as atividades administrativas e dos serviços de apoio apresentaram o maior contributo (0,8 pontos percentuais ou p.p.), sendo também a secção que registou a “variação homóloga mais elevada”, em conjunto com as Atividades imobiliárias (ambas com 5,1%), com a primeira atividade a apresentar uma desaceleração significativa em dois trimestres consecutivos (3,3 p.p. face ao primeiro trimestre de 2026 e 2,1 p.p. no período anterior). “As Atividades de emprego e as Atividades de investigação e segurança, registaram os aumentos mais expressivos, com variações homólogas de 8,2% e 6,5%, respetivamente (8,0% e 7,1% no trimestre anterior)”, adiantou.
Face ao trimestre anterior, o IPPS aumentou 3,9% (variação de 0,1% no período precedente e de 4,7% no período homólogo). “A taxa de variação média do ano terminado no segundo trimestre trimestre de 2026 situou-se em 3,5% (idêntica à do primeiro trimestre de 2026)”, acrescenta.
Ao nível da taxa de variação trimestral total, que ficou nos 3,9%, a secção Alojamento, restauração e similares “registou o maior contributo” para a variação trimestral do IPPS Total (1,6 p.p.) e a maior taxa de variação face ao trimestre anterior (10,0% no trimestre de referência e 10,8% no segundo trimestre de 2025), com o Alojamento a registar uma taxa de 29,9%, semelhante à registada um ano antes (31,1%).
“As secções Atividades administrativas e dos serviços de apoio e dos Transportes e armazenagem apresentaram taxas de variação de 5,6% e 4,3%, respetivamente, originando um contributo conjunto de 2,0 p.p. na formação da taxa de variação trimestral do IPPS Total. As divisões dos Transportes aéreos, das Atividades de aluguer e das Agências de viagem, operadores turísticos, outros serviços de reservas e atividades relacionadas foram as que mais contribuíram para este resultado (0,7 p.p., 0,5 p.p. e 0,2 p.p., respetivamente)”, referiu o INE.
A taxa de variação média do ano terminado no segundo trimestre de 2026 situou-se em 3,5%, ao nível do IPPS, sendo idêntica à do ano terminado no primeiro trimestre de 2026.
“As secções das Atividades administrativas e dos serviços de apoio e das Atividades imobiliárias apresentaram as taxas de variação média mais significativas (8,1% e 5,3%, respetivamente), com a primeira a apresentar a maior aceleração face ao resultado de há um ano (diferencial de 3,6 p.p.). A um nível mais desagregado, as Atividades de aluguer e as Agências de viagem, operadores turísticos, outros serviços de reservas e atividades relacionadas apresentaram as taxas de variação média mais expressivas (16,1% e 10,0%, respetivamente). Em sentido oposto, as Telecomunicações, a Armazenagem e atividades auxiliares dos transportes, o Alojamento e os Transportes aéreos registaram as únicas taxas de variação de sinal negativo, de -2,1%, -1,3%, -0,9% e -0,4%, respetivamente”, acrescentou o instituto de estatística português.
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