Metade de 24 mil milhões de investimento em Sines já avança
Já está a avançar em Sines metade do investimento previsto para os próximos anos.
“Dos 24 mil milhões de euros, mais de metade já está em curso”, revelou o presidente da Administração do Porto de Sines (APS), Pedro do Ó Ramos.
O ex-secretário de Estado é originário de Santiago do Cacém e disse que “sempre ouviu falar do elefante branco de Sines”, mas que o pipeline atual de investimento prova o contrário.
“É um desafio tremendo. Daqui a 10 anos quero ter a zona logística consentânea com o porto de Sines”, defendeu na
conferência “Concessões portuárias 2.0: uma decisão estratégica para Portugal”, organizada pela sociedade de advogados Perez-Llorca que teve lugar a 16 de setembro em Lisboa.
Mas o gestor destacou o desafio de albergar os novos trabalhadores na região. “Sines aumentou em dois mil pessoas, mais 12% de habitantes, nos últimos cinco anos. A renda de um T1 são 1.400 euros e não há. Um T2 são dois mil euros”, exemplificou.
Já o ministro das Infraestruturas revelou que quer lançar o concurso do novo terminal Vasco da Gama nos próximos “12 a 16 meses”, isto é, até final de 2027.
“Temos de ter a economia a funcionar com os portos. Não era possível a estratégia Portos5+ sem a localização do novo aeroporto de Lisboa, sem [a estratégia para o] Sá Carneiro, sem a linha de alta velocidade, sem as linhas da Beira Alta e Beira Baixa, sem a rede rodoviária”, segundo Miguel Pinto Luz que pediu política com menos ego.
“Consenso deve ser a palavra de ordem. Andarmos sempre aos ziguezagues é impossível. Havia ministros que tinham a sua própria agenda. É preciso tirar o ego”, rematou.
Sines espera e desespera por nova rodovia e ferrovia
Apesar do caminho que Sines tem feito ao longo das últimas décadas, ainda continuam a existir, para já, dois calcanhares de aquiles: as ligações aos principais pontos nacionais de rodovia e ferrovia.
Em termos rodoviários, o presidente da APS sublinhou que ainda não está concluída a “ligação plena” de Sines às principais rodovias nacionais, com o alargamento do IP8 (A26) que faz a ligação
com a A2 Sul entre Lisboa e o Algarve e com Espanha, via A6, que atravessa o Alto Alentejo.
Já a ligação ferroviária para Espanha está “concluída”, mas em fase
de certificação. “No próximo ano estará a funcionar”, servindo para a mercadoria “chegar a Madrid mais depressa”, segundo Pedro do Ó Ramos.
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