BCP já executou 70,5% do montante máximo previsto do programa de share buyback
O BCP adquiriu 23,3 milhões de ações próprias entre 28 de setembro e 2 de outubro, elevando para 260,2 milhões o número de títulos comprados desde o início do programa de recompra, segundo um comunicado divulgado pelo banco.
As aquisições realizadas na última semana representaram um investimento de 26,3 milhões de euros, considerando os preços médios ponderados divulgados para cada sessão. No conjunto do programa, o BCP já aplicou 287,4 milhões de euros na compra de ações próprias, passando a deter 1,76% do seu capital social.
Na sessão de 2 de outubro, o banco comprou 4,92 milhões de ações a um preço médio de 1,1526 euros. A maior operação do período ocorreu em 1 de outubro, quando foram adquiridos 6,42 milhões de títulos a um preço médio de 1,1838 euros.
O programa de recompra em curso tem um montante máximo de 407,46 milhões de euros e arrancou em 4 de junho, estando previsto terminar em 4 de dezembro de 2026, salvo cessação antecipada. O valor corresponde a cerca de 2,84% da capitalização bolsista do BCP no momento da aprovação do programa.
Com os 287,4 milhões de euros já utilizados, o banco executou cerca de 70,5% do montante máximo previsto, restando cerca de 120 milhões de euros para completar o programa, caso seja integralmente utilizado.
A recompra integra a política de remuneração aos acionistas do BCP para o ciclo estratégico 2025-2028. O banco prevê que dividendos e recompras possam representar uma distribuição aos acionistas de até 90%, mantendo como referência um rácio de capital CET1 superior a 13,5%.
No caso da remuneração relativa aos resultados de 2025, a política aprovada pelos acionistas prevê 50% do resultado líquido em dividendos e uma parcela adicional através de recompra de ações, determinada em função do nível de capital CET1. Para um CET1 inferior a 16%, a recompra pode atingir 25% do resultado; entre 16% e 17,5%, até 30%; e a partir de 17,5%, até 40%.
O programa de 2026 foi aprovado depois de o BCP ter obtido autorização das autoridades competentes para uma recompra correspondente a 40% do resultado líquido de 2025, no valor de 407,5 milhões de euros. No primeiro trimestre, o banco indicava um rácio CET1 de 15,1%, já considerando a dedução do valor máximo da recompra.
O BCP realizou também um programa de recompra em 2025, no montante de até 200 milhões de euros. Esse programa foi posteriormente concluído, tendo as ações adquiridas sido objeto de operações de redução do capital social.
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