“O Benfica ligou e fomos claros. Não queríamos vender Stije Resink”
Frank van Mosselveld, diretor técnico do Groningen, participou, esta terça-feira, dia em que encerrou o mercado de transferências de inverno, nos Países Baixos, numa transmissão em direto levada a cabo pelo canal de YouTube ‘FC Afkicken’, onde colocou os ‘pontos nos is’ a propósito do interesse em torno de Stije Resink.
O dirigente dos atuais oitavos classificados da Eredivisie confirmou que, de facto, o Benfica lhe fez saber que pretendia ‘resgatar’ o jogador de apenas 22 anos de idade, mas sublinhou que, apesar dos rumores, a direção liderada por Rui Costa não chegou a apresentar qualquer tipo de “proposta oficial” nesse sentido, pelo que o negócio acabou por não ter ‘pernas para andar’.
“Não recebemos nenhuma proposta oficial, e não foram discutidas quantias. O Benfica teve um interesse concreto no nosso capitão, durante esta janela de transferências. Nós recebemos uma chamada a propósito desta situação, e fomos bastante claros quanto a isso. Nós não queríamos vendê-lo”, começou por afirmar
“No final, por respeito ao Stije, dissemos que, com um clube daquela dimensão, estávamos dispostos a explicar a nossa posição, por telefone. Assim o fizemos, e o Benfica aceitou”, prosseguiu, a propósito do médio que, recorde-se, também chegou a ser apontado como suposto alvo do Ajax, no passado mês de janeiro.
“Todas as nossas potenciais opções esfumaram-se, por isso, não temos qualquer opção. Todos os jogadores estão à venda por verbas escandalosas, mas estamos no meio da temporada, e queremos manter o nosso lugar (…). Todos esses fatores foram tidos em consideração. O mais importante é que, no final do dia, não queremos perder o nosso capitão”, completou.
Afinal, quanto teria custado Stije Resink ao Benfica?
Stije Resink tem contrato válido com o Groningen até junho de 2028, contemplando este uma cláusula de rescisão no valor de seis milhões de euros, que, no entanto, só é válida no verão. Para o ‘resgatar’ no imediato, o Benfica terá ponderado seriamente a possibilidade de colocar, em cima da mesa, uma proposta de sete milhões de euros.
Proposta essa que contemplaria, ainda, uma componente variável de três milhões de euros, ‘catapultando’ o valor total desta operação para os dez milhões de euros. Isto, depois de ter, alegadamente, chegado a um acordo com o próprio neerlandês, que viria a auferir um ordenado situado entre os 1,5 e os dois milhões de euros líquidos por época.
No entanto, recentemente, a estação televisiva suíça Sky Sport deu conta de um alegado mal-estar criado por toda esta situação, em grande parte, por ‘culpa’ do próprio diretor técnico do Groningen, que teria demonstrado abertura para negociar o passe do médio, à rebelia de toda a restante estrutura do clube.
Assim que tomou conhecimento do que se passava, o clube da Luz ter-se-á retirado deste processo, por entender que não estariam reunidas as condições para apresentar uma oferta propriamente dita. Aliás, esta publicação garantiu que se sentiu mesmo usado para “publicitar” a jovem promessa junto do mercado, e, assim, aumentar o seu valor.
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