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Portugal mantém compromisso financeiro apesar de ligeiro recuo no pagamento pontual de faturas

Portugal mantém compromisso financeiro apesar de ligeiro recuo no pagamento pontual de faturas

Uma recente análise de comportamento financeiro realizado através do ComparaJá, revela que 77% dos consumidores em Portugal pagaram as suas contas dentro do prazo em 2025, uma descida em relação aos 85% registados no ano anterior, mas que ainda permanece ligeiramente acima da média da União Europeia, fixada nos 76%. 
Este decréscimo como possível consequência da persistente pressão sobre os orçamentos familiares, um efeito do aumento do custo de vida e das incertezas económicas. 
Contudo, mesmo com a tendência descendente, o facto de mais de três quartos dos portugueses continuarem a honrar os seus compromissos demonstra um grau de responsabilidade e resiliência financeira notável. Há também um sentimento crescente de confiança nas finanças domésticas: 71% dos inquiridos afirmaram sentir-se capazes de sustentar a família, contra 63% no ano anterior; e 73% disseram conseguir fazer face a despesas relacionadas com trabalho, como transportes.
Perante a crise de custos e o aperto orçamental, estes dados assumem particular relevância: o pagamento atempado de contas não é só uma demonstração de disciplina individual, mas também um indicador do comportamento económico dos agregados familiares. Num contexto marcado por inflação e incerteza dos mercados, esse compromisso coletivo assume valor como sinal de estabilidade no consumo e no crédito doméstico.
Especialistas alertam, porém, que nem todos os segmentos da população partilham desta retoma de solvência: em particular, a geração mais jovem (a chamada “Geração Z”) regista maiores dificuldades, segundo o relatório, uma parte significativa admite ter falhado o pagamento de uma ou mais contas no último ano, muitas vezes por falta de dinheiro. 
Ainda assim, este comportamento generalizado de pagamento dentro do prazo é algo a saudar, e coloca Portugal num patamar acima da média europeia, um dado relevante para a estabilidade financeira das famílias e para a perceção de risco de crédito no país.

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