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Bolsas de Angola, Cabo Verde e Moçambique renovam cooperação para atuação conjunta

Bolsas de Angola, Cabo Verde e Moçambique renovam cooperação para atuação conjunta

As Bolsas de Valores de Moçambique, Angola e Cabo Verde renovaram esta quarta-feira a cooperação por meio de um memorando que incorpora cinco eixos estratégicos de atuação conjunta.
“Procedemos à renovação do memorandum de entendimento entre as nossas três bolsas. Este novo instrumento incorpora cinco eixos estratégicos de atuação conjunta, nomeadamente, a integração funcional dos sistemas tecnológicos das bolsas, com base no modelo de cross membership, contemplando o acesso multilateral de operadores”, disse hoje Pedro Cossa, presidente do Conselho de Administração da BVM, em Maputo.
Segundo o governante, o acordo inclui ainda a criação de uma janela de trabalho, o desenvolvimento de novos mercados, produtos e instrumentos financeiros entre os três países.
Cristina Lourenço, presidente da Comissão Executiva (PCE) da Bolsa de Dívida e Valores de Angola (Bodiva) de Angola, assinalou que o acordo é a expressão de um compromisso com a evolução dos mercados, um compromisso com a criação de novos produtos, serviços e novos instrumentos financeiros à disposição das economias dos três países.
É também um compromisso com o reforço e a atualização do nosso quadro regulatório e com a promoção ativa da educação e da literacia financeira, segundo a responsável.
Para Júlia da Cruz, PCA da Bolsa de Valores de Cabo Verde, o novo instrumento representa a consolidação de uma cooperação que já demonstrou a sua relevância através da de resultados concretos alicerçados na confiança mútua, na partilha de conhecimentos e numa ambição comum ou de desenvolvimento do mercado de capitais mais eficiente.
Já a ministra das Finanças moçambicana, Carla Louveira, disse na ocasião que o Governo apoia a visão de interligação regional e reconhece na cooperação com Angola e com Cabo Verde uma oportunidade estratégica para o posicionamento do mercado nacional no espaço africano e num contexto internacional mais alargado.
Segundo Louveira, o acordo é um “sinal inequívoco” de uma “maturidade regional” crescente de comunhão de experiências partilha de melhores práticas internacionais, valores e cultura institucional, bem como laços históricos e de cooperação.
A governante referiu ainda que atualmente a Bolsa de Valores de Moçambique ultrapassou 200 mil milhões de meticais (2,7 mil milhões de euros) em capitalização, equivalente a 26% do Produto Interno Bruto, associando o crescimento à aposta na integração regional.
“A Bolsa de Valores de Moçambique já conta com uma capitalização bolsista de mais de duzentos mil milhões de meticais, equivalente, portanto, em termos percentuais, a cerca de 25% a 26% do Produto Interno Bruto”, disse a ministra das Finanças.

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