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BPF e bancos soberanos europeus reforçam cooperação com BEI para acelerar investimento

BPF e bancos soberanos europeus reforçam cooperação com BEI para acelerar investimento

Os principais bancos de fomento europeus, incluindo o Banco Português de Fomento, e o Grupo Banco Europeu de Investimento (BEI) reforçaram a sua cooperação estratégica numa reunião realizada em Munique, nos passados dias 19 e 20 de fevereiro, com o objetivo de acelerar o investimento, aumentar a competitividade e fortalecer a resiliência e soberania da União Europeia.
O encontro reuniu os líderes dos maiores bancos e instituições nacionais de fomento da Europa — BPF (Portugal), BGK (Polónia), Caisse des Dépôts – CDC (França), Cassa Depositi e Prestiti – CDP (Itália), KfW (Alemanha), Instituto de Crédito Oficial – ICO (Espanha) , e do Banco Português de Fomento (BPF), “num momento marcado por profundas transformações económicas e geopolíticas, que exigem respostas coordenadas e eficazes”.
Participação no financiamento do Campus Data Centres e de projetos na área da energia reafirmam a missão do Banco Português de Fomento como catalisador de investimento estratégico de elevado impacto para o desenvolvimento económico e social de Portugal, segundo o banco liderado por Gonçalo regalado.
A participação do Banco Português de Fomento nesta iniciativa foi sublinhada como um sinal do empenho de Portugal numa Europa mais robusta e competitiva. Segundo Luís Guimarães, Chief Commercial Officer do BPF, a instituição está preparada para mobilizar financiamento e capital privado em apoio a projetos estruturantes, com especial enfoque no reforço da capacidade industrial e tecnológica, incluindo no âmbito do apoio europeu à indústria de defesa.
Durante a reunião, foram definidos vários eixos prioritários de atuação. Na área da competitividade, as instituições assumiram o compromisso de promover uma maior integração do mercado único, reforçar o investimento em inovação, qualificações e infraestruturas, e melhorar o ambiente de negócios para as empresas europeias, recorrendo a instrumentos financeiros inovadores e soluções de financiamento coordenadas.
No domínio da segurança e defesa, e na sequência do acordo alcançado em Varsóvia em junho de 2025, foi decidida a expansão da iniciativa conjunta com a entrada de novas instituições, entre as quais o BPF. Neste âmbito, está em análise a criação de um Fundo de Infraestruturas de Segurança e Defesa, destinado a apoiar projetos críticos para a segurança europeia e a resiliência industrial, incentivando simultaneamente o desenvolvimento de fundos especializados e a mobilização de capital privado.
A soberania digital surge igualmente como prioridade, com o aprofundamento de estratégias conjuntas que visam reforçar a autonomia tecnológica europeia e a resiliência das cadeias de valor estratégicas. Paralelamente, foi acordado intensificar a cooperação no âmbito da União da Poupança e do Investimento, incluindo a potencial criação de uma European Tech Champions Initiative 2.0, bem como o desenvolvimento de mecanismos de saída para investidores e soluções de securitização.
Na área da habitação, os bancos de fomento e o BEI comprometeram-se a reforçar o financiamento de programas habitacionais, em alinhamento com o Plano Europeu para a Habitação Acessível da Comissão Europeia, com o objetivo de aumentar a oferta e melhorar o acesso à habitação em toda a União.
A participação do Banco Português de Fomento no financiamento de projetos como o Campus Data Centres e iniciativas na área da energia foi também destacada como exemplo do seu papel enquanto catalisador de investimento estratégico de elevado impacto, contribuindo para o desenvolvimento económico e social de Portugal.
A reunião de Munique reafirma, assim, a importância dos bancos de fomento europeus como pilares fundamentais na resposta aos desafios estruturais da Europa, promovendo investimento de longo prazo, crescimento sustentável e o reforço da soberania económica europeia.
Ao longo de mais de uma década de colaboração, estas entidades têm vindo a assumir um papel central na mobilização de capital e no apoio ao desenvolvimento sustentável, tendo agora reiterado o compromisso de intensificar esforços conjuntos para colmatar lacunas estruturais de investimento e reforçar a autonomia estratégica europeia. Neste contexto, foi destacado o papel determinante dos investidores públicos de longo prazo na alavancagem de financiamento privado e na concretização de projetos alinhados com as prioridades estratégicas da União.
 

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