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António Veiga Ferrão assume presidência da Mobi.E em novo ciclo estratégico

António Veiga Ferrão assume presidência da Mobi.E em novo ciclo estratégico

A Mobi.E iniciou, no passado dia 2 de março, um novo ciclo estratégico com a entrada em funções do seu novo Conselho de Administração, agora liderado por António Veiga Ferrão.
O novo presidente, que conta com Sílvia Amaral como vogal e Alexandra Toscano como responsável financeira, assume o comando da entidade “num momento crítico de transformação para a mobilidade elétrica em Portugal”, refere a empresa pública.
“A nova equipa traz uma visão ambiciosa que pretende consolidar a Mobi.E como um hub de interoperabilidade central no novo contexto regulatório, reforçando o seu papel como pilar fundamental da mobilidade sustentável no país”, acrescenta.
Atualmente, a plataforma da Mobi.E já liga mais de 14.000 pontos de carregamento em todo o território nacional, mas o objetivo de António Veiga Ferrão é levar este conhecimento tecnológico para lá do carregamento de veículos ligeiros.
Segundo a empresa, o foco estratégico passa por aplicar a experiência acumulada em interoperabilidade a outros setores, nomeadamente ao transporte público, visando sempre a melhoria da experiência do utilizador. Esta evolução surge integrada na entrada em vigor do Novo Regime Jurídico da Mobilidade Elétrica (RJME), que obriga a Mobi.E a preparar-se internamente para um mercado liberalizado, desenvolvendo soluções que permitam aos operadores manter a fluidez do serviço mesmo após o período de transição.
“Este esforço tecnológico visa garantir uma transição sem disrupções, assegurando que o crescimento da mobilidade elétrica não é afetado pelas mudanças no modelo de mercado”, explica o comunicado.
Paralelamente, a Mobi.E prepara-se para assumir a função de Entidade Agregadora de Dados da Mobilidade Elétrica, permitindo a centralização de informação junto do Ponto de Acesso Nacional (PAN), gerido pelo IMT. Segundo a administradora Sílvia Amaral, um dos grandes desafios deste mandato será a aproximação da entidade a todos os intervenientes do setor — desde operadores a fabricantes e utilizadores — para construir um ecossistema mais digital e integrado.
Em conformidade com as metas europeias de descarbonização, a Mobi.E diz qie manterá o seu papel de facilitadora, disponibilizando sistemas de gestão de postos tanto para redes públicas como privadas, garantindo que a transição energética em Portugal se mantém sólida e agregadora para todos os stakeholders.
A rede de Carregamento conectada à Mobi.E integra atualmente 36 Comercializadores de Eletricidade para a Mobilidade Elétrica (CEME) e 110 Operadores de Pontos de Carregamento (OPC). A rede foi criada para participar na crescente expansão da mobilidade elétrica como a primeira rede de carregamento de nível nacional do mundo.
“Oferece uma estrutura de mercado baseada na concorrência, atuando como facilitador entre os vários fornecedores e parceiros de roaming, enquanto assegura a completa interoperabilidade e integração de todos os participantes”, lê-se no comunicado.
Segundo a Associação Europeia dos Fabricantes Automóveis (ACEA), a percentagem de registos de automóveis eletrificados em Portugal em 2025 foi de 38,4%, sendo superior em 11,6 p.p. à média da UE. Estes dados colocaram-nos na sétima posição do ranking europeu.
No fecho do primeiro trimestre de 2026, o número de utilizadores dos postos conectados à Mobi.E cresceu 88% face ao período homólogo e a energia elétrica consumida subiu 36%. Estes indicadores traduzem-se, igualmente, num aumento da poupança de emissões de CO₂ na ordem dos 30% em março de 2026, face ao mesmo período de 2025.
“Este desempenho só é possível porque a infraestrutura tem acompanhado a procura: hoje a rede pública conectada à Mobi.E conta com mais de 7600 postos e mais de 14.400 pontos de carregamento, mais cerca de 26% do que no final do trimestre passado”, explica a empresa pública que acrescenta que quase 39% da rede de acesso público conectada à MOBI.E é hoje composta por postos rápidos e ultrarrápidos.
Só com base nos dados dos postos conectados à Mobi.E, Portugal cumpre já o Regulamento Europeu de Infraestruturas para Combustíveis Alternativos (AFIR), situando-se 5,3% acima do critério de potência exigido.

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