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Pedidos de resgate de fundos de crédito atingiram os 20 mil milhões de dólares no primeiro trimestre

Pedidos de resgate de fundos de crédito atingiram os 20 mil milhões de dólares no primeiro trimestre

Os pedidos de resgaste de fundos de crédito privado atingiram os 20,8 mil milhões de dólares (17,7 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual), no primeiro trimestre, avançou o Financial Times.
No primeiro trimestre gestoras deste tipo de fundo como a Apollo, a Ares, a Blackstone, Blue Owl, BlackRock, enfrentaram pedidos de resgate por parte dos seus investidores. Em alguns casos as gestoras tiveram que impor o limite estabelecido de 5%, por trimestre.
A Ares Management confirmou que iria limitar a 5% os pedidos de resgate no seu fundo de crédito (Ares Strategic Income Fund), que está avaliado em 22,7 mil milhões de dólares (19,5 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual) quando recebeu pedidos que atingiam os 11,6%, no trimestre.
A Apollo limitou também a 5% os pedidos de resgate do fundo de crédito Apollo Debt Solutions, avaliado em 25 mil milhões de dólares (21,5 mil milhões de euros), quando recebeu pedidos de levantamento, no trimestre, de 11,2%.
O principal fundo de crédito da Blackstone (BCRED) após ter tido tido pedidos de levantamento de 3,7 mil milhões de dólares (3,1 mil milhões de euros) levantou o limite de resgate de fundos de 5% para 7%. O BCRED está avaliado em 82 mil milhões de dólares (70,7 mil milhões de euros).
A Blue Owl anunciou, em fevereiro, que iria vender 1,4 mil milhões de dólares (1,2 mil milhões de euros) em ativos de três dos seus fundos de crédito de modo a poder devolver dinheiro aos investidores e também para amortizar dívida.
E a BlackRock limitou a 5% o limite de resgaste de um dos seus fundos de crédito (HPS Corporate Lending Fund), após pedidos de resgate avaliados em 1,2 mil milhões de dólares (mil milhões de euros), no primeiro trimestre, o equivalente a 9,3% do total do fundo.
BCE pede informação a bancos sobre exposição a empréstimos privados
O Banco Central Europeu (BCE) vai voltar a pedir, este ano, aos bancos informações sobre a sua exposição a empréstimos privados, após a insolvência de duas empresas americanas, anunciou a 25 de março o supervisor.
O BCE pediu, pela primeira vez, estas informações em 2024 e manteve esta prática desde então.
Esta preocupação surgiu após as empresas americanas de créditos privados Tricolor Holdings e First Brands Group terem entrado, no ano passado, em colapso.
O vice-presidente do BCE, Luis de Guindos, já tinha afirmado, em conferência de imprensa, que a exposição da Europa ao crédito e aos mercados privados “é muito mais limitada do que nos Estados Unidos”.
Os principais problemas neste setor, de acordo com de Luis de Guindos, são a opacidade, a falta de transparência e as “dificuldades em determinar o valor dos ativos detidos nas suas carteiras”.
Nos seus balanços de 2024, os maiores bancos da zona euro tinham 5.700 milhões de euros em empréstimos a empresas.
A exposição dos bancos aos mercados privados pode criar riscos de solvabilidade e liquidez.

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