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Impasse na REN: SINDEL critica “avanços milimétricos” em quinta reunião negocial

Impasse na REN: SINDEL critica “avanços milimétricos” em quinta reunião negocial

A administração da REN e o SINDEL voltaram, esta terça-feira, à mesa das negociações para a revisão salarial de 2026. Apesar de ligeiras atualizações na proposta da empresa, o sindicato acusa a operadora de manter uma postura “ultraconservadora” perante os lucros registados.

O encontro, focado na tabela salarial para 2026, terminou sem acordo, com as posições de ambas as partes ainda distantes.

Durante a reunião, a REN apresentou uma atualização ligeira da sua proposta anterior. No que toca ao valor mínimo, a REN avançou com subida de 46 euros para 48 euros (um aumento de 2 euros). No que diz respeito à tabela salarial, a REN sugeriu a manutenção da proposta de 2,3% de aumento (aplicável também à antiguidade e prémio de 25 anos).
Quanto às cláusulas pecuniárias, a REN propôs uma atualização de 0,1%, fixando-se agora nos 2,6%. Sobre o subsídio de refeição, com a nova proposta, este passa a estar incluído nas cláusulas de expressão pecuniária, juntando-se aos turnos, disponibilidade e ajudas de custo.
O SINDEL reagiu com preocupação ao que classifica como um “arrastar do processo negocial”. Em comunicado, o sindicato sublinha o contraste entre os “excelentes resultados” financeiros da empresa e a resistência em valorizar os trabalhadores, especialmente após o desempenho demonstrado em situações críticas ocorridas em 2025 e 2026.

“A empresa encontra-se de forma ultraconservadora a não querer valorizar o esforço dos trabalhadores”, afirma a estrutura sindical.

Num esforço para viabilizar um entendimento “digno”, o SINDEL ajustou a sua exigência, propondo agora: Aumento salarial de 4,8% (uma redução face a valores anteriores) e um aumento mínimo de 120 euros, valor que o sindicato insiste em manter.

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