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Nova crise, novas oportunidades?

Nova crise, novas oportunidades?

Um mês e meio após o início do conflito no Médio Oriente, as bolsas norte-americanas estão em máximos históricos e as europeias já acumulam ganhos no ano.
Muitos investidores ou venderam ações, ou pararam os seus investimentos com medo das quedas abruptas que ocorreram durante o mês de março. De sublinhar que as quedas de alguns índices foram superiores em 10%, em alguns casos, e assustaram até os mais otimistas, perante uma disrupção de 20% do comércio de energia, com importantes consequências globais.
Mas importa colocar sobre a mesa uma pergunta inevitável. Como é que os mercados sobem em pleno ambiente de incerteza?
A primeira razão está no facto de os investidores mais resilientes terem a experiência passada do período pós-crise. Podemos caraterizar este posicionamento como otimismo excessivo, mas o facto é que, pegando nos exemplos dos últimos 26 anos, todas as crises revelaram ser excelentes oportunidades de compra de ações.
Exemplos? A bolha tecnológica, a falência do Lehman Brothers, a crise de dívida soberana na Europa, a pandemia, a invasão da Ucrânia, a subida dos juros, a implementação das taxas alfandegárias em 2025 e… o conflito no Médio Oriente.
Apesar das notícias negativas, o impacto nas empresas ou na economia tende a ser de curto prazo. Esta é uma das principais razões pelas quais os investidores devem manter o foco no longo prazo e não se deixar afetar por momentos de correção e de maior incerteza, que são naturais na evolução do mundo e da economia.
A segunda razão tem a ver com o período pós-inflação, em que as receitas nominais das empresas aumentam. Os preços sobem, mas raramente baixam. As empresas conseguem otimizar recursos, melhorar processos e reduzir o desperdício que, depois, é devolvido aos acionistas através da valorização do preço das ações.
A última razão tem a ver com a desvalorização do dinheiro e a necessidade de aumento de gastos por parte dos governos, que se irá traduzir em mais emissão de dívida e de moeda. Esse investimento acabará por ser capitalizado pelas empresas e a única forma de o contribuinte passar de agente pagador a recebedor é mesmo investir e proteger-se da desvalorização que se avizinha nos próximos anos.
O mercado de capitais não penaliza quem investe, mas sim quem entra e sai no momento errado. Manter objetivos e foco no meio da turbulência é absolutamente essencial para o sucesso.

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