Intermediários financeiros registam 39,4 mil milhões de euros em ordens de bolsa em março
O valor das ordens sobre instrumentos financeiros recebidas pelos intermediários registados na CMVM atingiu os 39.431,3 milhões de euros em março, o que representa um salto de 37,1% face ao mês anterior.
No acumulado do ano, o crescimento é de 14,1% em comparação com o mesmo período de 2025, sinalizando uma aceleração do trading nos mercados em Portugal.
Dívida Pública em Destaque
O grande motor do crescimento mensal foi a dívida pública, que viu o valor das ordens subir 51,1% para os 25.378,2 milhões de euros. Já na dívida privada, o montante fixou-se igualmente nos 25.378,2 milhões (subida de 8,5%). No segmento das ações, o comportamento foi de estabilidade, com uma ligeira variação positiva de 0,1%, totalizando 3.683,3 milhões de euros.
No que toca aos derivados, o volume de transações subiu 16,6%, alcançando os 216.928,5 milhões de euros. Os forwards dominaram este mercado (72,7% do total), mas foram os futuros que registaram o crescimento mais explosivo do mês, com uma subida de 124,6%.
BCP e BNP Paribas lideram
Segundo a CMVM, nas ordens de bolsa de ações o BCP assegurou a maior quota de mercado (29,2%), seguido pelo Banco ActivoBank (11,8%) e pelo Banco de Investimento Global (11,5%).
No mercado de dívida o domínio foi quase absoluto do BNP Paribas – Sucursal em Portugal, com 87,8% da quota, deixando o Banco L.J. Carregosa (8,1%) e o Montepio Geral (1,3%) em segundo e terceiro lugares, respetivamente.
Investimento estrangeiro em alta
Um dos dados mais relevantes de março é a origem do capital. Enquanto as ordens de residentes cresceram 5,3%, o valor das ordens de não residentes disparou 45,8%, demonstrando uma forte entrada de capital estrangeiro no sistema financeiro nacional.
Quanto ao local de execução, a maioria das operações (66,6%) ocorreu em mercados regulamentados internacionais. Os Estados Unidosforam o principal destino das ordens sobre ações fora de Portugal, seguidos da Alemanha e França. No mercado de dívida externa, o Reino Unido, a Holanda e a França foram os destinos de eleição.
Em Portugal, apenas 5,1% das ordens foram executadas em mercados nacionais, enquanto 25,7% foram internalizadas pelos próprios intermediários.
Share this content:



Publicar comentário