Maria Luís Albuquerque reúne-se com Canadá para aprofundar investimento com a União Europeia
A comissária europeia com a pasta dos Serviços Financeiros, Maria Luís Albuquerque, procura reforçar laços com os líderes do setor financeiro canadiano, com o objetivo de se atrair investimento para infraestruturas essenciais, mitigar os riscos para a soberania digital e impulsionar a inovação no setor bancário, para ambos os lados, de acordo com o Globe and Mail.
Maria Luís Albuquerque esteve nos últimos dias reunida com autoridades governamentais, reguladores bancários, fundos de pensões e fintechs como: o Ministro das Finanças, François-Philippe Champagne, o Governador do Banco do Canadá, Tiff Macklem, o chefe do Gabinete do Superintendente das Instituições Financeiras, Peter Routledge, os fundos de pensões canadianos Caisse de dépôt et placement du Québec e o Canada Pension Plan Investment Board, bem como as fintechs MindBridge e FundMore.ai.
“Dada a relação entre a Europa e o Canadá, que sempre foi muito boa, mas que agora está a dar passos adicionais para se aproximar ainda mais, esperaria que isto fosse seguido por fluxos de investimento em ambas as direções. Isso faria todo o sentido”, disse a comissária europeia, em declarações transcritas pelo Globe and Mail.
Maria Luís Albuquerque referiu que a União Europeia e o Canadá “poderiam beneficiar de um envolvimento contínuo e mais intenso”, porque, “à medida que avançamos na prossecução dos nossos objetivos, muitas lições serão aprendidas”.
Maria Luís Albuquerque considerou ainda que os governos vão necessitar de aumentar o controlo sobre as principais tecnologias que sustentam a economia, particularmente no setor dos serviços financeiros, dando como exemplo a dependência que a Europa possui de empresas norte-americanas para as suas infraestruturas de pagamentos, como a Visa e a Mastercard, e sistemas de cloud (ou nuvem na tradução portuguesa) e software.
“A geopolítica tem sido desafiante, e há uma crescente consciência de que as coisas podem ser usadas como armas de formas que realmente não imaginávamos ser possíveis antes. Não estou a dizer que haja qualquer indício ou ameaça nesse sentido, mas é importante compreender que, se se quer ser verdadeiramente independente, isso também significa ser capaz de contar consigo próprio para alguns serviços essenciais”, disse a comissária europeia com a pasta dos Serviços Financeiros, citada pelo Globe and Mail.
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