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“Vão ver o Carlos Fernandes de vez em quando por aí, é pena não ser mais vezes…”

“Vão ver o Carlos Fernandes de vez em quando por aí, é pena não ser mais vezes…”

“Santos ao pé da porta não fazem milagres”, desabafou Carlos Fernandes após um Rali das Camélias marcado por um problema mecânico no troço que passava à porta dos pais. Entre ruídos de um carro “velho” e a necessidade de uma condução fluida para evitar que a mecânica se “desintegrasse”, o piloto conseguiu minimizar os danos com um terceiro lugar na geral e o triunfo na classe, centrando agora o seu foco na gestão da equipa Wintech.

Carlos Fernandes , tiveste um rali completamente marcado pelo problema com a transmissão que tiveste logo no primeiro troço da prova. Faz um balanço do que foi este Rali das Camélias, para ti…
“Até a zona espetáculo, vínhamos a fazer o melhor tempo. Era muito importante para mim ganhar o primeiro troço, até tinha um prémio, mas não era por isso, era porque passa à porta da casa dos meus pais.
Mas pronto, Santos ao pé da porta não fazem milagres, e por consequência tivemos um problema e não conseguimos ganhar o troço. Minimizamos depois. Mesmo assim o carro não estava a 100%, só ficou a 100% na assistência.
Depois, começámos o dia de hoje (domingo) a ver o que é que se passava, se dava para chegar à frente e se o carro tinha mais algum problema. O carro é velho, muitos barulhos, muitos ruídos, muita coisa…
Depois começamos a pensar na agressividade, este carro não aguenta uma agressividade, por exemplo, como eu fazia no Rally4, porque senão o carro começa a desintegrar-se todo.
Tem de ser um uma condição fluida, digamos assim.
Vimos que o tempo não era aquele que queríamos. A seguir atacamos, ganhamos logo o troço à geral, voltamos ao mesmo troço. Era um bocado prejudicial para nós, o troço subia muito e descia muito. Não ganhamos.
Depois tentamos dar luta ao Gil Antunes para tentar subir ao segundo lugar, mas estes carros de hoje em dia, são quase 30 anos de evolução. Não há nada a fazer.
Por mais que ande, consiga andar ali perto, ganhar um troço ou outro, mas depois em termos gerais, ganhar o rali era muito complicado. Eu sabia que era complicado”, disse Carlos Fernandes que ainda o vamos ver correr este ano: .
“Vou fazer umas provas esporádicas, umas de Porsche, outras de Mitsubishi, mas agora a prioridade é a Wintech (ndr, preparador, equipa de competição) e ter os nossos pilotos a andarem usufruir dos ralis, a dar retorno aos patrocinadores, a divertirem-se, a andar rápido, tentar ajudá-los no máximo que eu posso, e que a equipa também pode. E vão ver o Carlos Fernandes, de vez em quando por aí, é pena não ser mais vezes.”
FOTO Facebook Carlos Fernandes Rally Driver
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