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Pacto Português para os Plásticos define metas para 2030 e reforça ambição para a economia circular

Pacto Português para os Plásticos define metas para 2030 e reforça ambição para a economia circular

O Pacto Português para os Plásticos apresentou as suas novas metas estratégicas para 2030, e sublinha em comunicado o reforço do compromisso com a transição para uma economia circular para os plásticos, em Portugal, e estabelecendo objetivos mais ambiciosos para toda a cadeia de valor.
Sob o lema de uma “ambição reforçada”, a plataforma colaborativa estabeleceu objetivos mais rigorosos para toda a cadeia de valor, estruturados em três eixos fundamentais: Reduzir, Circular e Mobilizar. O anúncio surge a par da divulgação do 5.º Relatório de Progresso, que revela avanços significativos.
No entanto a organização reconhece que o caminho para a sustentabilidade plena ainda exige um esforço coletivo acelerado.
Os dados mais recentes mostram que a colaboração entre indústria, retalho e entidades públicas está a dar frutos. Segundo o Pacto, entre os principais marcos atingidos destacam-se a eliminação de plásticos, com cerca de 60% dos itens de plástico de uso único considerados problemáticos ou desnecessários já retirados do mercado.
Além disso, no âmbito do design sustentável, atualmente 66% das embalagens colocadas no mercado são recicláveis. Por fim, no que respeita à reciclagem e incorporação, a taxa de reciclagem de embalagens de plástico em Portugal fixa-se nos 39%, sendo que as novas embalagens já integram, em média, 18% de material reciclado.
Rota para 2030: Três eixos de atuação
O Pacto Português para os Plásticos reforçou a sua ambição com novas metas estratégicas para 2030, entrando numa nova fase focada na aceleração da economia circular após apresentar resultados positivos no seu quinto Relatório de Progresso.
Esta iniciativa, que conta já com 115 entidades, anunciou formalmente o seu novo ciclo de compromissos.
As novas metas para 2030 estão estruturadas em três eixos de atuação – Reduzir, Circular e Mobilizar -, alinhadas com as exigências europeias e os compromissos globais.
As novas metas para a próxima década alinham-se com as diretrizes europeias e pretendem transformar Portugal num exemplo de circularidade através desses três eixos de atuação.
No eixo Reduzir, o foco total recai na eliminação definitiva de plásticos de uso único desnecessários e na aposta no ecodesign para garantir que as embalagens são pensadas para a sustentabilidade desde a sua conceção.
No eixo Circular, que apresenta os objetivos quantitativos mais ambiciosos, pretende-se garantir que 100% das embalagens no mercado sejam reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis, atingir uma taxa de reciclagem de 70% e duplicar a incorporação de material reciclado em novas embalagens para 30%.
Por fim, no eixo Mobilizar, o Pacto pretende atuar como um agente de mudança social, capacitando empresas e cidadãos através de campanhas de sensibilização e partilha de inovação tecnológica. Patrícia Carvalho, coordenadora da iniciativa, afirma que as metas agora definidas para 2030 traduzem uma ambição reforçada e, sobretudo, a necessidade de acelerar a ação

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