GP Miami F1, Max Verstappen: “As mudanças foram cócegas”
Max Verstappen classificou as mais recentes modificações regulamentares da Fórmula 1 como superficiais, defendendo que são necessárias mudanças mais profundas para elevar a qualidade do espetáculo desportivo.
A FIA e a Fórmula 1 optaram por não intervir de forma radical, considerando que o espetáculo já é “entusiasmante”. Foram introduzidos apenas ajustes para abordar aspetos específicos como as dinâmicas da qualificação e as velocidades de aproximação. No entanto, Verstappen não acredita que as mudanças na qualificação, destinadas a reduzir a gestão de energia e incentivar a condução a fundo, venham a ter efeito real.
Diálogo com a F1 e a FIA
Apesar do ceticismo quanto às alterações técnicas, Verstappen reconhece uma evolução positiva no plano da comunicação. O piloto neerlandês tem participado em reuniões com a liderança da Fórmula 1 e da FIA, incluindo o CEO Stefano Domenicali, encarando este diálogo como um ponto de partida promissor para o futuro.
Verstappen traça uma distinção clara entre o sucesso comercial da categoria e a pureza desportiva, reconhecendo a natureza política e empresarial da Fórmula 1. O tetracampeão acredita que um envolvimento mais precoce dos pilotos nas decisões regulamentares teria evitado alguns dos problemas atuais da disciplina.
Sobre as alterações regulamentares, Verstappen foi direto, como sempre:
“Com as mudanças que foram feitas, acho que é mais como umas cócegas. Porque, no fundo, a F1 é um desporto muito complexo e político. Acho que toda a gente tentou fazer pelo menos alguma coisa, mas claro que não vai mudar muito. Isto não é o que precisamos ainda para realmente andar a fundo. Mas como disse, é complicado conseguir que todos concordem. Apenas espero que para o próximo ano possamos fazer mudanças mesmo muito grandes.”
O diálogo com a F1 e a FIA foi enaltecido, mas Verstappen deixou o aviso para o futuro:
“O lado positivo é que tivemos algumas boas reuniões com a Fórmula 1 e com a FIA. E acho que isso é, esperemos, um ponto de partida para o futuro. Mesmo daqui a alguns anos, talvez eu já não esteja cá, mas espero mesmo que haja mais contributo a chegar dos pilotos para os organizadores em geral. Acho que a maioria dos pilotos aqui tem uma boa compreensão e uma boa perceção do que é necessário para fazer da Fórmula 1 um bom produto, um produto divertido. E acho que isso já é um enorme passo em frente em termos de comunicação.
Falo apenas sobre a pureza do desporto, o que precisamos, e para os pilotos também, o que sentimos no carro. Mas é preciso perceber que é um negócio, é um desporto. E é por isso, como disse, que pode ser político às vezes. Espero que nos ouçam cada vez mais. Tenho a certeza de que podemos ter contributos muito bons. Acho que se tivéssemos tido isso há cinco ou seis anos, provavelmente não estaríamos no estado em que estamos agora. Espero apenas que seja uma lição para o futuro.”
Foto: MPSA
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