F1: Mohammed Ben Sulayem confirma regresso dos V8
O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, confirmou que a Fórmula 1 regressará aos motores V8 no início da próxima década. A mudança poderá acontecer em 2030, um ano antes da maturidade regulamentar que confere à FIA poderes unilaterais para impor a alteração, sem necessidade de aprovação dos fabricantes de unidades motrizes. Caso isso não se concretize, 2031 será o novo alvo, mas o regresso dos V8 parece confirmado.
O tema tem estado em discussão há algum tempo, tendo ganho especial relevância com a introdução, este ano, da atual unidade motriz amplamente criticada, que incorpora uma divisão de aproximadamente 50-50 entre energia de combustão e energia elétrica. Ben Sulayem já havia manifestado o ano passado o desejo de regressar aos V8 ou V10 movidos a combustíveis sustentáveis, proposta que foi rejeitada pelos fabricantes, que tinham assinado o acordo para o sistema atual.
Com o passar do tempo, houve uma mudança gradual de opinião. A atual unidade motriz continua a ser extremamente cara, apesar da eliminação do MGU-H, e é pesada devido ao peso da bateria necessária para suportar o elemento elétrico. Além disso, os fabricantes já não estão tão focados na eletrificação dos seus automóveis de estrada, mostrando-se mais recetivos à diversificação através dos combustíveis sustentáveis.
O regresso aos V10 foi descartado por falta de relevância para os fabricantes no mercado de automóveis de estrada. O V8 é a opção preferida por estar presente nos carros de estrada de marcas como Ferrari, Mercedes, Audi e Cadillac. O novo motor não será um sistema normalmente aspirado convencional, prevendo-se uma eletrificação “mínima”, contrariamente à divisão atual que ronda os 46-54%.
Em 2031, o regulamento confere à FIA o poder de impor as alterações sem votação dos fabricantes. Contudo, o objetivo é antecipar a mudança para 2030. Ben Sulayem indicou que os fabricantes já respondem de forma “positiva” à perspetiva da mudança.
“Está a chegar. Oh, sim, está a chegar. No fim do dia, é uma questão de tempo. Em 2031, a FIA terá o poder de o fazer, sem qualquer votação dos fabricantes de unidades motrizes. Esse é o regulamento. Mas queremos antecipar um ano, algo que toda a gente está agora a pedir. Quando tentamos dizer-lhes [aos fabricantes], eles dizem que não, mas o que há de vir, virá, e o poder voltará à FIA.”
“Não falemos do lado técnico. Falemos da missão. A missão será menos complicação, diferente do que temos agora. Quando o MGU-H existia, servia um propósito, mas nenhum fabricante beneficiou dele no mundo real. Agora, apenas com o MGU-K, é o mesmo motor. É turbo, é 1,6 litros.”
“Sinto que um V10… se perguntar a qualquer um dos fabricantes presentes na F1 agora se produzem algum carro com V10, uma era em que muitos carros o tinham, hoje não.”
“O mais popular e fácil de trabalhar é o V8. Tens o som, menos complexidade, leveza. Vão ouvir falar disso muito em breve, e terá uma eletrificação muito, muito mínima, mas o principal será o motor. Não será algo como agora, com uma divisão de 46-54. Haverá uma potência elétrica mínima. O V8, vemo-lo nos carros de estrada com a Ferrari, a Mercedes, a Audi, a Cadillac. Vemo-lo na maioria dos fabricantes, e isso dá-nos um carro mais leve.”
“Estou a apontar para 2030. Um ano antes da maturidade [do regulamento]. Vai acontecer. Mas digamos que os fabricantes não [votem a favor], então mais um ano e estará feito. Não é uma questão de ‘preciso do apoio deles?’ Não, vai ser feito. O V8 está a chegar.”
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